A seleção do Haiti surpreendeu os torcedores brasileiros com suas boas atuações nos amistosos preparatórios para a Copa do Mundo, incluindo uma vitória convincente de 4 a 0 sobre a Nova Zelândia. Durante outro amistoso, o Haiti vencia o Peru por 1 a 0 até a substituição dos titulares, quando acabou sofrendo a virada.

Um dos principais responsáveis pela defesa do Haiti será Ricardo Adé, zagueiro de 36 anos e 1,90m de altura, que se destacou na LDU e foi eleito o melhor zagueiro do Campeonato Equatoriano nos últimos quatro anos. Adé possui vasta experiência em confrontos contra times brasileiros, tendo enfrentado 17 clubes do Brasil desde sua chegada à LDU em 2023.

O retrospecto de Adé contra clubes brasileiros é equilibrado, com sete vitórias para cada lado e três empates. No entanto, em confrontos eliminatórios, o zagueiro teve um desempenho superior, avançando em três de quatro ocasiões e conquistando um título em duas finais disputadas.

Entre os clubes brasileiros, o Botafogo é o que Adé mais enfrentou, com cinco partidas. O primeiro confronto ocorreu na Sul-Americana de 2023, onde a LDU se sagrou campeã. Em 2024, se reencontraram na Libertadores, com uma vitória para cada lado na fase de grupos. No mata-mata de 2025, Adé garantiu a classificação da LDU, vencendo o Botafogo por 2 a 0 na altitude de Quito após uma derrota de 1 a 0 no Rio.

O São Paulo também foi um adversário frequente, com Adé vencendo três dos quatro confrontos. Na Sul-Americana de 2023, a LDU passou nos pênaltis após empatar em 1 a 1 no agregado. Em 2025, na Libertadores, o zagueiro venceu novamente, garantindo a classificação com vitórias nos dois jogos.

Por outro lado, Adé não teve sucesso contra Flamengo e Fluminense, com derrotas e empates em suas respectivas partidas. Contra o Palmeiras, o haitiano venceu uma vez, mas acabou eliminado na semifinal da Libertadores de 2025 após uma goleada de 4 a 0.

Ricardo Adé, que estreou pela seleção do Haiti em 2016, tem 60 partidas e dois gols pela equipe nacional. Recentemente, foi elogiado pela federação haitiana como uma figura essencial para a seleção.

Antes de sua carreira, Adé enfrentou dificuldades, incluindo um golpe de um empresário que o deixou em situação de rua na Tailândia por três meses, antes de retornar ao Haiti e iniciar sua trajetória profissional no futebol.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original