Wagner Ribeiro, conhecido por sua atuação como agente de jogadores como Robinho, Kaká e Neymar, compartilha suas experiências no mundo do agenciamento e discute as recentes transformações no setor. Em uma entrevista ao Abre Aspas, Wagner relembra a época em que seu nome era frequentemente associado às principais notícias do esporte brasileiro, destacando a importância da visibilidade na atração de novos talentos.

Ele menciona uma disputa milionária na transferência de Neymar e revela como a imprensa pode influenciar o valor de mercado dos jogadores. Wagner explica que, ao divulgar o interesse de clubes europeus, como o Real Madrid, ele conseguia aumentar a demanda e, consequentemente, os valores nas negociações.

Após enfrentar problemas pessoais, incluindo uma condenação por sonegação, Wagner se viu afastado do protagonismo no mercado de agenciamento. Hoje, aos 64 anos, ele se dedica a trabalhar com jovens atletas, mantendo uma relação próxima com Neymar e sua família.

Em sua análise, Wagner critica a promiscuidade que, segundo ele, tomou conta do mercado de agenciamento: "Hoje o mercado está promíscuo", afirma. Ele destaca que, atualmente, há uma pressão econômica que leva muitos agentes a pagar altos valores para adquirir a representação de jogadores, o que considera uma ingratidão para com aqueles que ajudaram os atletas em suas carreiras desde o início.

Wagner Ribeiro também reflete sobre sua trajetória, desde sua entrada no futebol em 1997, quando começou a trabalhar com o XV de Jaú, até os desafios enfrentados ao longo dos anos. Ele fala sobre a evolução do mercado, as mudanças nas leis que regulam o agenciamento e a necessidade de uma rede de apoio para descobrir novos talentos.

Ele ainda menciona as negociações que conduziu, como a de Robinho para o Real Madrid, e o impacto que teve na carreira de diversos jogadores. Em um tom reflexivo, Wagner enfatiza a importância de se adaptar às novas realidades do futebol, mantendo a ética e o respeito nas relações profissionais.

Por fim, Wagner Ribeiro compartilha sua visão sobre o futuro de Neymar e a possibilidade de ele retornar ao Santos, além de comentar sobre a pressão e a atenção que o jogador recebe fora de campo.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original