O Fluminense se prepara para enfrentar o Independiente Rivadavia na Conmebol Libertadores, um adversário que traz consigo uma história marcada pelas vinícolas de Mendoza. A fama do vinho da região não é o único desafio; o clube argentino tem uma trajetória influenciada por uma das principais vinícolas locais.

O Independiente Rivadavia, que se destaca como um dos melhores times da Argentina em 2026, surgiu da fusão entre o Club Atlético Independiente e o Sportivo Rivadavia, este último pertencente a Juan Bautista Gargantini, um empresário que foi dono da Bodega Gargantini, uma das mais renomadas da Mendoza no início do século XX.

A fusão, ocorrida em 1913, foi fundamental para a consolidação do clube, que se tornou o mais forte da província. O historiador e torcedor Cristian Minich destaca a importância de Gargantini, que foi o primeiro presidente do clube e responsável por sua estruturação, incluindo a construção do estádio no Parque General San Martin.

Embora a Bodega Gargantini não exista mais, seu legado permanece, e o antigo prédio será transformado em um museu. O Independiente Rivadavia, que subiu para a primeira divisão em 2023, vive um momento histórico sob a presidência de Daniel Villa, que tem contribuído para o sucesso do clube, atualmente líder do Campeonato Argentino e do Grupo C da Libertadores 2026.

Minich, que acompanhou a trajetória do clube por 40 anos, expressa sua emoção pelo sucesso atual, que inclui a conquista do primeiro título de primeira divisão da zona oeste do país. Para ele, participar da Libertadores e jogar no Maracanã é uma grande realização, independentemente do resultado.

O Fluminense enfrentará esse adversário em um momento de glória, nesta quarta-feira, às 21h30, no Estádio Malvinas Argentinas, que tem capacidade para 40 mil torcedores.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original