Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians, pediu licença de seu cargo na noite de segunda-feira, em meio a um escândalo relacionado ao desaparecimento de materiais da Nike. A solicitação de afastamento foi protocolada por sócios e conselheiros do clube na última sexta-feira.

Em um comunicado à imprensa, Mendonça expressou sua insatisfação com a falta de clareza do presidente Osmar Stabile e negou as acusações de apropriação de 131 itens de material esportivo. Ele afirmou que o clube deveria ter se posicionado publicamente para esclarecer os fatos.

A licença solicitada é de 30 dias, mas Mendonça pode retornar antes desse prazo. Ele foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por crimes como apropriação indébita e coação no curso do processo. A denúncia alega que o dirigente se apropriou de materiais da Nike e ameaçou testemunhas durante a investigação.

Apesar das acusações, o delegado responsável pelo inquérito concluiu que não houve crime. O Ministério Público, no entanto, decidiu seguir com a acusação. Mendonça, em seu comunicado, ressaltou que sua reputação foi prejudicada e que não cometeu qualquer ato ilícito contra o Corinthians.

Ele também criticou a divulgação de gravações privadas e a forma como a política interna do clube tem sido conduzida, afirmando que isso pode desencorajar pessoas honestas a se envolverem com o Corinthians.

O dirigente concluiu sua declaração reafirmando seu compromisso com o clube e sua tranquilidade em relação à sua conduta. Ele enfatizou que sua licença não é um reconhecimento de culpa, mas uma medida para proteger o Corinthians e sua própria integridade.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original