O clima no Vasco é de tensão à medida que se aproxima um confronto decisivo na Copa Sul-Americana. O time carioca volta suas atenções para o torneio após um planejamento que gerou controvérsias nos bastidores e entre os torcedores na semana passada. O desafio será contra o Barracas Central, da Argentina, nesta quarta-feira, às 19h, em São Januário, pela última rodada da fase de grupos.
Na semana anterior, a decisão do técnico Renato Gaúcho de escalar uma equipe quase reserva para enfrentar o Olimpia, no Paraguai, foi amplamente contestada. Uma vitória naquela partida teria colocado o Vasco em uma posição confortável para garantir o primeiro lugar do Grupo G, o que permitiria ao clube avançar diretamente para as oitavas de final, evitando os play-offs contra um dos terceiros colocados da Libertadores após a Copa do Mundo.
Com a derrota por 3 a 1 para o Olimpia, o Vasco permanece com 7 pontos, empatado com o Audax Italiano, enquanto o Olimpia lidera com 10 pontos. Para garantir a liderança do grupo, o Vasco precisa vencer o Barracas e torcer para que o Audax não perca para o Olimpia por uma diferença superior a dois gols.
A decisão de preservar os titulares contra o Olimpia gerou divisões de opinião dentro do clube. Enquanto alguns membros da diretoria defendiam uma escalação mais forte, a comissão técnica e o diretor de futebol, Admar Lopes, optaram por priorizar o Campeonato Brasileiro, levando a uma escolha que resultou em críticas após a derrota por 3 a 0 para o RB Bragantino no último domingo. Apesar da escalação alternativa, o time foi superado fisicamente e não conseguiu se impor em casa, resultando em protestos de parte da torcida e uma reunião de uma hora no vestiário após o jogo.
Embora a pressão sobre Renato Gaúcho tenha aumentado, o treinador reafirmou sua permanência no cargo. A prioridade do Vasco continua sendo o Campeonato Brasileiro, e o próximo jogo contra o Atlético-MG é considerado uma 'final' pela equipe. O objetivo principal no período pré-Copa do Mundo é evitar qualquer risco de rebaixamento, o que pode levar a mais escalações com jogadores reservas.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original