O Vasco da Gama protocolou, na noite de sexta-feira, um recurso para contestar a suspensão de um processo judicial que visa permitir a realização de sua partida contra o Boca Juniors no Maracanã, marcada para o dia 20 de outubro. O clube solicita uma decisão rápida do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) para que possa confirmar o estádio como sua casa para o confronto.
A ação do Vasco foi suspensa devido à existência de um outro processo, movido por um torcedor, que também busca levar o jogo para o Maracanã. A juíza Adriana Laia Franco, da 2ª Vara Cível da Capital, argumentou que a coexistência de decisões poderia gerar insegurança jurídica. No recurso, o Vasco defende que as duas ações são distintas e que a análise de uma não deve impedir a outra de ser julgada.
O clube enfatiza a necessidade de uma decisão urgente, uma vez que a definição do local da partida deve ser feita até a próxima segunda-feira.
Por outro lado, o Consórcio Fla-Flu, que administra o Maracanã, manifestou-se contra a realização do jogo no estádio. Flamengo e Fluminense apresentaram seus argumentos em um agravo na mesma data. A principal preocupação do consórcio é o estado do gramado, que, segundo eles, seria prejudicado pela realização de três jogos em um intervalo de cinco dias.
Além disso, o consórcio argumenta que a ação do torcedor não visa proteger o patrimônio público, mas sim atender a interesses pessoais. O documento também menciona que o Maracanã está impossibilitado de receber novos eventos esportivos em 2026 devido a questões de manutenção.
Em resposta, o torcedor que lidera a ação popular contestou as alegações do consórcio, apontando que o estádio já recebeu diversos jogos em intervalos curtos e que a partida do Vasco não comprometeria a qualidade do gramado.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original