O Vasco da Gama protocolou um pedido na Justiça nesta quarta-feira, solicitando a revogação da intervenção na Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e o restabelecimento da estrutura de governança da empresa. O clube argumenta que a intervenção teve efeitos adversos, resultando em uma "paralisia institucional sem precedentes".
Entre as solicitações, o Vasco pede o retorno dos três membros do Conselho de Administração que foram afastados pela decisão judicial, o fim da nomeação da interventora — que renunciou ao cargo recentemente — e a eliminação da exigência de anuência da 777 Carioca para a venda das ações da SAF.
O clube fundamenta seu pedido com base em artigos do Código de Processo Civil e outras legislações pertinentes, requerendo que a Justiça reconsidere a decisão anterior. O Vasco busca a reintegração dos conselheiros Pedro Paulo de Oliveira, Christiano Borges Stockler Campos e Felipe Passos Elias, além de restabelecer a prerrogativa do CRVG como acionista controlador provisório.
De acordo com a petição, a intervenção judicial inviabilizou o funcionamento do Conselho de Administração, que ficou reduzido a apenas um membro, impossibilitando deliberações. O Vasco também destaca que a medida prejudicou negociações importantes durante a janela de transferências e dificultou a busca por um novo investidor para a SAF.
O clube menciona que havia acordos em andamento para contratações, mas que não foram concretizados devido à falta de segurança jurídica. Além disso, o Vasco aponta uma contradição na exigência de anuência da 777 Carioca para a venda da SAF, enquanto seus direitos políticos estão suspensos.
Por fim, o Vasco pede que a Justiça determine que a 777 Carioca apresente documentos que comprovem os poderes de representação de Mark Shapiro, que assina a procuração no processo, argumentando que os documentos apresentados não são suficientes para validar a representação da empresa.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original