O Vasco da Gama se posicionou a favor da legalidade da operação de venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), em resposta a uma notificação da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF). No documento enviado, o clube argumentou que a transação não contraria as normas do Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF), estabelecido pela CBF neste ano.

A manifestação da equipe surgiu após a ANRESF solicitar informações sobre o negócio. Em diversas entrevistas, tanto o presidente do Vasco, Pedrinho, quanto o investidor Marcos Lamacchia, destacaram que a negociação já havia sido formalizada entre as partes.

Embora o Flamengo tenha solicitado à agência uma análise do caso, a ANRESF optou por dialogar diretamente com o Vasco e os investidores envolvidos. As regras do fair play financeiro brasileiro não preveem a participação de terceiros interessados na operação.

Atualmente, o Vasco limitou-se a enviar documentos relacionados à operação, reafirmando que não há impedimentos para a continuidade do negócio, que ainda está em andamento. A ANRESF realizará uma análise detalhada, que incluirá diversas etapas, como diligência, análise das informações, audiências com as partes e julgamento do mérito do caso.

O processo conta com duas instâncias, cada uma com duas turmas na primeira instância e três julgadores. Em caso de conflito de interesses, o órgão regulador poderá propor soluções para a aprovação da negociação.

Até o momento, não há discussões formais sobre alternativas para o negócio entre o Vasco e Lamacchia. É importante ressaltar que José Lamacchia, pai de Marcos e avalista do negócio, é fundador da Crefisa e esposo da presidente do Palmeiras, Leila Pereira.

O Flamengo, em ofício anterior, argumentou que o Regulamento de Sustentabilidade Financeira proíbe que qualquer pessoa, física ou jurídica, tenha controle ou influência significativa sobre mais de um clube.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original