A Vasco SAF protocolou um agravo de instrumento nesta quarta-feira, visando contestar uma decisão da Justiça que condicionou a análise de novos endividamentos acima de R$ 5,9 milhões, incluindo o empréstimo DIP de R$ 150 milhões. O recurso foi apresentado ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e solicita urgência na avaliação.
No agravo, o clube argumenta que a exigência de esperar um relatório preliminar de auditoria da ICTS Global para considerar o novo financiamento é inadequada. A SAF defende que a auditoria e o financiamento possuem finalidades distintas e que a fiscalização não deve ser uma condição para sua gestão financeira.
Um dos principais pontos levantados no recurso é a situação financeira da SAF. De acordo com as projeções do Vasco, a necessidade de liquidez é de cerca de R$ 83 milhões até 31 de agosto e pode chegar a R$ 150 milhões até 31 de outubro. O documento ressalta que, em 19 de agosto, restavam apenas 12 dias para cumprir as obrigações financeiras previstas para o final do mês.
Outro argumento apresentado é que a auditoria foi requisitada pela 777, e não pela Vasco SAF. A decisão judicial estipulou que a 777 deve arcar integralmente com os honorários da ICTS Global, mas o Vasco alega que qualquer atraso no pagamento ou discussão sobre a despesa impacta diretamente a possibilidade de obter o financiamento. O agravo ainda menciona que a própria Vasco SAF pode antecipar 60% dos honorários da auditoria, no valor de R$ 158.820, para dar início aos trabalhos, mas mesmo assim, a empresa teria que esperar os 15 dias previstos para a apresentação do relatório, enquanto estaria impedida de contrair novos endividamentos acima de R$ 5,9 milhões.
A SAF também afirma que já apresentou relatórios sobre os recursos recebidos nos dois financiamentos DIP anteriores, sustentando que existem mecanismos de fiscalização adequados e que não há justificativa para obstruir a análise do novo DIP até a conclusão da auditoria.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original