O retorno de Pedrinho ao comando do futebol do Vasco trouxe novas perspectivas para as contratações na janela de transferências. O clube enfrentou um período de intervenção judicial na SAF, o que dificultou as negociações e sondagens com potenciais reforços.
Um dos principais alvos é Nelson Deossa, do Real Betis, com quem o Vasco já vinha conversando desde o mês passado. Antes da saída de Pedrinho, havia um acordo quase fechado, mas as discussões foram atrasadas. Nesta segunda-feira, o clube avançou nas garantias necessárias para a liberação do jogador, que já acertou salários e está disposto a se transferir. O negócio deve ser um empréstimo com obrigação de compra, avaliado em 10 milhões de euros (cerca de R$ 58 milhões). O pagamento começará no próximo ano, quando o empresário Marcos Lamacchia deve se juntar ao clube, com negociações avançadas para a aquisição da SAF.
A diretoria reconhece que a negociação com Deossa está em andamento, mas pede cautela antes de confirmar qualquer acerto. A recente frustração na tentativa de contratar o técnico Fernando Seabra levou o Vasco a adotar uma postura mais cautelosa nas comunicações sobre suas operações.
Além de Deossa, a diretoria também busca reforçar a equipe em pelo menos mais duas posições: um zagueiro alto e um volante, uma necessidade que já existia antes da saída de Hugo Moura, que está em negociações com o Al-Fayha, clube de Fábio Carille na Arábia Saudita. O diretor de futebol, Admar Lopes, mencionou em coletiva que espera um sinal positivo para maiores investimentos durante a janela, o que dependeria do acordo entre o Vasco e o grupo de Lamacchia.
Admar destacou que a intenção é melhorar a equipe de forma estratégica, evitando gastos excessivos neste início de janela, uma vez que a situação pode mudar ao longo do tempo. Ele ressaltou que, embora o Vasco não se tornará um clube milionário da noite para o dia, há a expectativa de uma readequação financeira. A janela de transferências é longa, e o clube se mantém atento a boas oportunidades.
A realidade do Vasco é de um orçamento limitado, priorizando jogadores disponíveis por empréstimo ou com contratos próximos do fim, o que pode reduzir os custos. Deossa é uma exceção, pois representa um investimento inicial de Lamacchia, que reconhece a necessidade de melhorias no elenco e está disposto a contribuir, mesmo que à distância.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original