O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter o jogo do Vasco contra o Boca Juniors no Maracanã, programado para 20 de outubro, após uma disputa judicial que se estendeu por quase um mês com o Consórcio Fla-Flu.

A decisão do STJ reafirma a posição do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que havia liberado o estádio para o Vasco, sob a gestão do técnico Pedro Emanuel. O Flamengo e o Fluminense, que tentaram reverter essa autorização, viram o recurso negado pelo ministro Luis Felipe Salomão, que argumentou não haver legitimidade jurídica para discutir o caso.

O embate legal começou após o Vasco receber uma decisão favorável no TJ-RJ na última sexta-feira, mas que foi temporariamente suspensa no dia seguinte. A equipe vascaína conseguiu reverter essa suspensão na terça-feira, o que levou o Fla-Flu a recorrer ao STJ.

Nos bastidores, Alan Belaciano, presidente da Assembleia Geral do Vasco, desempenhou um papel crucial na defesa do clube, utilizando sua influência no Supremo Tribunal Federal (STF) para fortalecer a argumentação. Além disso, a Conmebol também se posicionou favoravelmente ao Maracanã como o local ideal para a partida.

Flamengo e Fluminense apresentaram diversos argumentos para tentar impedir o jogo no Maracanã, incluindo preocupações com as condições do gramado e questões de segurança pública. Entretanto, o Vasco começou a vender ingressos imediatamente após a primeira decisão favorável, vendendo mais de 46 mil bilhetes em apenas 12 horas, o que foi utilizado como um dos principais argumentos na defesa do clube.

O clube também destacou que a comparação entre um jogo de basquete e uma semifinal de torneio continental não se sustentava. O Ministério Público chegou a protocolar recomendações afirmando que o Maracanã seria a melhor opção para o jogo.

A defesa do Vasco argumentou que o recurso do Fla-Flu ao STJ foi precipitado, já que a questão poderia ser analisada apenas um dia antes da partida, o que tornaria qualquer mudança ainda mais complicada. A possibilidade de a Conmebol transferir o jogo para fora do Brasil em caso de novas mudanças jurídicas também foi mencionada.

Com a nova gestão do Vasco sob Marcos Lamacchia, um dos objetivos será revisar as condições da concessão do Maracanã, atualmente sob controle do Flamengo e Fluminense até 2044, considerando o desgaste enfrentado para garantir o uso do estádio.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original