Marcos Lamacchia, empresário que demonstra interesse na aquisição da SAF do Vasco, declarou ao ge que está no aguardo da autorização judicial para dar continuidade ao processo de venda. "Estamos esperando a Justiça liberar o leilão para podermos transformar o Vasco. Por enquanto, é isso que posso informar", afirmou Lamacchia.

A autorização necessária depende da juíza Simone Gastesi Chevrand, da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Nos bastidores do clube, há a percepção de que o processo já poderia ter sido liberado, mas a demora gera questionamentos, mesmo após pareceres favoráveis do Ministério Público e da administração judicial.

O Vasco e Lamacchia já solicitaram diversas vezes à Justiça a abertura do processo competitivo. A juíza havia requisitado pareceres do MP, da administração judicial e do gatekeeper, sendo que apenas o último ainda não se manifestou. O gatekeeper é um fiscal designado pela Justiça no processo de recuperação judicial do clube, função exercida pelo ex-procurador-geral de Justiça Eduardo Gussem.

O Vasco possui uma proposta concreta da Almirante Participações, de Lamacchia, que será utilizada como referência mínima para o processo competitivo. A próxima fase envolve a abertura da disputa pela UPI Equity, permitindo que outros interessados apresentem suas propostas. Caso alguém faça uma oferta superior, Lamacchia terá a oportunidade de igualar a maior proposta. Se não houver uma oferta vencedora de terceiros, a proposta de Lamacchia será considerada a vencedora.

Após essa etapa, o processo ainda precisará seguir as diretrizes internas do Vasco, incluindo a aprovação do Conselho Deliberativo e da Assembleia Geral. Assim, a principal barreira no momento é a autorização judicial para iniciar o processo competitivo. O clube acredita que, com a autorização e a venda rápida, não haveria a necessidade de buscar novos empréstimos, que também foram bloqueados pela juíza.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original