A diretoria do Vasco da Gama está em vias de solicitar um novo empréstimo DIP, destinado a empresas em recuperação judicial, no valor de R$ 120 milhões. O objetivo é obter recursos para contratações de jogadores e melhorias nas instalações do centro de treinamento (CT). Esses investimentos são considerados diferentes do fluxo operacional, em comparação ao empréstimo anterior.
Marcos Lamacchia, que está à frente do processo, está ciente das movimentações, mas espera que a venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) avance antes de liberar novos valores. A Almirante Participações e Empreendimentos S.A. é a principal candidata para assumir a SAF do clube.
Conforme a legislação, o Vasco não pode realizar a venda para Lamacchia até que o processo de concorrência seja aberto. Contudo, o empresário possui cláusulas de preferência que lhe permitem cobrir qualquer proposta que surja durante a negociação.
Na quarta-feira, o Ministério Público e o administrador judicial deram pareceres favoráveis à venda da SAF. Agora, a decisão da juíza da 4ª Vara Empresarial é aguardada para autorizar o procedimento competitivo. Se a Justiça aprovar, o edital do processo poderá ser publicado.
Em entrevista ao ge, André Sica, advogado de Lamacchia, detalhou que o processo competitivo se inicia com a publicação do edital e termina com a apresentação de propostas. Se não houver proposta vencedora de terceiros, a oferta de Lamacchia será considerada vencedora, levando ao fechamento da operação.
Em outubro do ano passado, o Vasco já havia contraído um empréstimo de R$ 80 milhões, também na modalidade DIP, com a Crefisa. Esses valores poderão ser convertidos em capital da nova SAF, caso Lamacchia se torne o investidor do clube, ou o Vasco terá que quitar a dívida com a empresa.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original