O Vasco da Gama comunicou à Justiça que já utilizou completamente os R$ 40 milhões líquidos do financiamento DIP, contratado com a Almirante. O clube também enfatizou a urgência para conseguir autorização para um novo empréstimo de até R$ 150 milhões.
A manifestação foi feita no âmbito do processo de recuperação judicial, em atendimento a uma determinação da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, que suspendeu a aprovação do novo empréstimo solicitado pelo clube, que é considerado essencial para a contratação de novos jogadores.
Segundo a diretoria, os R$ 40 milhões foram aplicados em diversas áreas, incluindo o pagamento de salários, quitação de impostos vencidos e obrigações relacionadas à recuperação judicial, como pagamentos a credores trabalhistas. O montante também foi usado para regularizar compromissos de planos de pagamento coletivo trabalhista e cível, além de despesas operacionais do futebol, como contratações, bônus e luvas contratuais.
O Vasco apresentou à Justiça os comprovantes de como os recursos do primeiro DIP foram utilizados e informou que a documentação foi enviada à Administração Judicial, ao watchdog e ao gatekeeper responsáveis pelo monitoramento do processo.
A Vasco SAF reiterou o interesse em obter um novo financiamento DIP de até R$ 150 milhões líquidos, novamente com a Almirante. Este novo empréstimo é considerado crucial para a manutenção da liquidez da SAF durante a recuperação judicial, especialmente com a janela de transferências do futebol brasileiro se aproximando, onde o clube busca reforçar seu elenco para o restante da temporada. Atualmente, o time ocupa a 19ª posição no Campeonato Brasileiro.
O clube solicita que a Justiça reconheça o cumprimento das determinações judiciais relacionadas à prestação de contas e se coloca à disposição do juízo. Os recursos seriam utilizados, prioritariamente, para as transferências dos atletas que o clube deseja contratar. Se não obtiver sucesso, a diretoria terá que explorar o mercado de jogadores livres e oportunidades por empréstimo, que até então não eram priorizadas.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original