O Vasco da Gama entrou na Justiça para assegurar que o jogo contra o Vitória, válido pelas quartas de final da Copa do Brasil, seja realizado no Maracanã. A diretoria do clube busca fazer valer um acordo firmado no ano passado com os clubes que administram o estádio, argumentando que as justificativas apresentadas por Flamengo e Fluminense para o veto são inadequadas.
Em 19 de agosto, o Vasco havia indicado oficialmente o Maracanã à CBF como o local da partida. No dia seguinte, recebeu uma negativa, que apontava a necessidade de preservação do gramado e janelas técnicas de manutenção como razões para o veto. O clube considera essa decisão injustificada e solicita uma tutela de urgência para que o estádio seja liberado.
Um dos principais pontos levantados pelo Vasco é que o Maracanã já recebeu uma série de jogos em 2026, incluindo oito partidas em um intervalo de 15 dias em maio. O clube argumenta que essa rotina intensa não impediu a utilização do estádio em outras ocasiões. Além disso, o Vasco destaca que o Maracanã terá outros eventos programados entre a partida contra o Vitória e um evento da NFL, marcado para 27 de setembro.
Outro aspecto mencionado na ação é a capacidade do estádio. O Maracanã tem capacidade para aproximadamente 78,8 mil torcedores, enquanto o São Januário comporta cerca de 21,9 mil. O Vasco defende que levar o jogo para um estádio maior aumentaria o acesso dos torcedores e a arrecadação do evento.
O clube também cita um Memorando de Entendimentos (MoU) assinado com Flamengo e Fluminense, que garante ao Vasco oito datas para utilizar o Maracanã — quatro em 2025 e quatro em 2026. O documento estabelece que partidas da Copa do Brasil estão incluídas nesse acordo e que qualquer negativa deve ser baseada em critérios técnicos e operacionais claros. O Vasco afirma que ainda possui saldo para utilizar as quatro datas de 2026 e que, portanto, o jogo contra o Vitória poderia ser realizado no estádio.
A ação foi protocolada com um pedido de tutela de urgência, uma vez que faltam apenas seis dias para a partida. O Vasco argumenta que uma decisão tardia poderia comprometer a organização do jogo, a venda de ingressos e as operações de segurança e logística. O clube solicita que a Justiça determine a disponibilização do Maracanã para o confronto, nas mesmas condições comerciais aplicadas a outros clubes ou conforme estipulado no MoU. Além disso, pede uma multa de R$ 20 mil por hora de atraso em caso de descumprimento de uma decisão favorável.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original