A partida entre Vasco e Olimpia, marcada para esta quinta-feira, às 19h (de Brasília), representa exatamente um mês da chegada de Pedro Emanuel ao clube. Desde sua apresentação e primeiro treino em São Januário, o técnico português comandou a equipe em sete jogos, acumulando duas vitórias, quatro empates e uma derrota.

Mais do que os resultados, Pedro Emanuel conseguiu garantir a classificação para as quartas de final da Copa do Brasil e para as oitavas da Copa Sul-Americana, além de imprimir uma nova identidade ao time. O Vasco apresentou evolução tanto no ataque quanto na defesa, recuperando jogadores que enfrentavam dificuldades. No entanto, enquanto alguns atletas ganharam espaço e confiança, outros viram suas oportunidades diminuírem.

Quem ganhou moral

Jair é o principal exemplo da transformação promovida por Pedro Emanuel. Após se recuperar de uma grave lesão no joelho e não ser considerado titular, o volante foi mantido no time pelo treinador, especialmente após erros de Barros. Jair se tornou uma referência no meio-campo, elevando o nível da equipe. Desde sua titularidade, o Vasco não perdeu mais.

Paulo Henrique também recuperou seu espaço e desempenho. Depois de um final de 2025 abaixo das expectativas, o lateral-direito voltou a mostrar as características que o levaram a ser convocado para a seleção brasileira no ano passado. Com Pedro Emanuel, ele reassumiu a titularidade e passou a participar mais do jogo ofensivo.

Tchê Tchê é outro que teve uma ascensão significativa. O volante encontrou um papel mais definido ao lado de Jair e Thiago Mendes, tornando-se uma peça importante no meio-campo. Com menos responsabilidades defensivas, Tchê Tchê contribuiu para a evolução do setor, sendo fundamental na criação de jogadas.

A recuperação de Cuesta também merece destaque. O zagueiro, que começou bem sua passagem pelo Vasco, enfrentou problemas físicos e perdeu espaço, mas sob o comando de Pedro Emanuel, recuperou sua titularidade e apresentou boas atuações ao lado de Robert Renan, fortalecendo a defesa.

Quem perdeu espaço

Rojas é um dos principais exemplos de perda de espaço. O camisa 10, que era importante no meio-campo de Renato Gaúcho, começou como titular na estreia de Pedro Emanuel, mas desde então passou a iniciar as partidas no banco, não entrando em vários jogos recentes.

Barros também perdeu a titularidade, atravessando um momento de baixa em relação ao ano anterior. Embora ainda seja uma opção importante, sua participação no time diminuiu com a chegada de Santiago Sosa, aumentando a concorrência pela posição.

Spinelli viu sua moral diminuir no ataque. O argentino, que alternava a titularidade com Brenner, teve atuações abaixo do esperado e perdeu espaço para o companheiro. Com a lesão de Brenner, no entanto, Spinelli pode ter uma nova oportunidade no próximo jogo.

Agora, Pedro Emanuel enfrenta um período desafiador, com decisões importantes pela frente na Copa Sul-Americana e na Copa do Brasil, além da necessidade de se afastar da zona de rebaixamento no Brasileirão, onde a equipe ainda não venceu sob seu comando e ocupa a 18ª posição. O próximo desafio será contra o Santos, em um confronto direto no campeonato.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original