No próximo domingo, os torcedores do Flamengo poderão reencontrar seu time no Maracanã após 21 dias de pausa devido à Data Fifa. No setor Leste Superior, estarão presentes os integrantes da 'Autistas Rubro-Negros', uma torcida inclusiva que atende pessoas com deficiência. O grupo, que completou quatro anos na última terça-feira, foi fundado por Marcos Felipe Leal, pai de Felipe, de 17 anos, e Gabriela, de 19.
Inicialmente, apenas o Flamengo e o Corinthians contavam com torcidas voltadas para a inclusão, mas atualmente esse número já ultrapassa 40, incluindo clubes de várias regiões do Brasil. Marcos Felipe destacou que a 'Autistas Rubro-Negros' participa de um coletivo chamado 'Arquibancada Autista', que reúne essas torcidas.
A torcida tem colaborado com os setores de Responsabilidade Social e Patrimônio Histórico do Flamengo, realizando visitas ao museu do clube, recebendo doações e promovendo palestras. Além de marcar presença em jogos de diversas modalidades, como futebol masculino e feminino e basquete, o grupo também auxilia torcedores a conhecerem seus direitos e benefícios.
Com mais de 1.200 famílias em grupos de WhatsApp e 18 mil seguidores no Instagram, a 'Autistas Rubro-Negros' busca expandir sua atuação, visando criar um CNPJ para formalizar suas atividades. A inclusão é uma prioridade, abrangendo não apenas autistas, mas todas as pessoas com deficiência.
Os estádios têm se adaptado para melhor atender esse público. No Rio de Janeiro, uma nova lei exige espaços com acústica adequada. O Maracanã, por exemplo, inaugurou duas salas sensoriais, projetadas para ajudar autistas a lidarem com questões sensoriais durante os jogos.
No dia 7 de novembro, a 'Autistas Rubro-Negros' realizará um evento gratuito no Caminho Niemeyer, em Niterói, com atividades recreativas e a expectativa de reunir mais de mil pessoas.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original