No último sábado, a torcida do Corinthians realizou um protesto no Parque São Jorge, marcando a terceira mobilização em quatro dias. O evento reuniu centenas de torcedores na entrada do clube social, localizado na zona leste de São Paulo.
Os manifestantes entoaram o samba "Reunião de Bacana" e exibiram faixas que clamavam por intervenção judicial, além de exigir uma "limpeza" na administração do clube e a saída de figuras políticas que consideram problemáticas, referindo-se a elas como "ratazanas".
Entre os dirigentes citados nominalmente estavam o presidente Osmar Stabile, o vice-presidente Armando Mendonça, o presidente do Conselho Deliberativo Romeu Tuma Júnior e o conselheiro André Negão. As mensagens de descontentamento foram claras, com gritos como "Fora todo mundo, diretoria omissa" e "Por bem, por mal, intervenção judicial".
A insatisfação da torcida é resultado de más gestões que culminaram em um endividamento de R$ 2,7 bilhões. Na quarta-feira anterior ao protesto, os torcedores se reuniram em frente à sede do Ministério Público, e no dia seguinte, levantaram faixas na Neo Química Arena durante um jogo da Conmebol Libertadores.
O movimento, que ganhou força nas redes sociais, contou com o apoio de diversas torcidas organizadas, como Gaviões da Fiel e Camisa 12. O presidente Osmar Stabile foi ouvido por promotores no dia 10 de agosto, em um inquérito que investiga a administração do clube, sem previsão de conclusão.
Enquanto isso, o Corinthians avançou para as quartas de final da Conmebol Libertadores após vencer o Rosario Central. O clube, que atualmente ocupa a nona posição no Campeonato Brasileiro, enfrentará o Coritiba no próximo domingo.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original