Um torcedor argentino, de 29 anos, foi detido no Mineirão por realizar gestos racistas durante a partida entre Cruzeiro e Boca Juniors. O indivíduo foi autuado em flagrante por discriminação racial e está aguardando uma definição da Justiça.

Segundo informações apuradas, o torcedor recebe apoio do cônsul-geral da Argentina em Belo Horizonte. Até o momento, não havia uma conclusão sobre o caso.

A Polícia Civil de Minas Gerais informou que o torcedor foi levado à delegacia de plantão na região Noroeste de Belo Horizonte, onde prestou depoimento. Ele foi autuado com base no artigo 20 da Lei n.º 7.716/89, que criminaliza a prática de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

O ato foi presenciado por um segurança do Mineirão, que pediu a um jornalista que registrasse o ocorrido em vídeo. As imagens foram posteriormente enviadas à Polícia Militar, que também acionou o sistema de monitoramento do estádio.

O Cruzeiro, por sua vez, está conduzindo uma investigação abrangente sobre os episódios de racismo e ameaças por parte de torcedores. O clube planeja enviar um ofício à entidade responsável, expressando repúdio aos ataques dirigidos ao meia Matheus Pereira e manifestando preocupação com a segurança da equipe e dos torcedores na próxima partida, marcada para o dia 19 de maio.

O incidente ocorreu no fim do primeiro tempo do jogo, quando o torcedor gesticulou de forma ofensiva em direção à torcida do Cruzeiro, referindo-se à cor da pele. Ele foi identificado por um segurança, que imediatamente comunicou a Polícia Militar. O torcedor também foi enquadrado no artigo 201, parágrafo 7, da Lei Geral do Esporte, que prevê penalidades em dobro para crimes de racismo em eventos esportivos.

Na partida, que foi a terceira rodada do Grupo D da Conmebol Libertadores, o Cruzeiro venceu o Boca Juniors por 1 a 0, assumindo a liderança do grupo e se aproximando de uma vaga no mata-mata da competição.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original