O futebol sempre foi um tema com poucas conexões entre Brasil e Canadá, mas a trajetória de Tony Menezes, ex-zagueiro canadense de 51 anos, une esses dois mundos de maneira singular. Nascido em Ontario, ele se mudou para o Rio de Janeiro aos 11 anos e começou sua carreira no futebol brasileiro, antes de representar a seleção canadense de forma inusitada. Tony fez parte do elenco que conquistou a Copa Ouro em 2000, o maior feito da história do futebol canadense.

Atualmente, ele observa com orgulho o desempenho de sua seleção na Copa do Mundo, onde o Canadá enfrentará a África do Sul neste domingo, às 16h (horário de Brasília), em Los Angeles. O vencedor do confronto avançará para as oitavas de final.

Filho de mãe brasileira e pai português, Tony acredita que a seleção canadense, que já alcançou seu melhor desempenho histórico, pode avançar ainda mais. Ele elogia a participação da equipe na fase de grupos, destacando a disciplina tática e a preparação física dos jogadores. “Se o Canadá passar pela África do Sul e contar com Alphonso Davies em campo, as chances de avançar aumentam”, afirma.

A presença de Davies no jogo é incerta, já que ele se recupera de uma lesão muscular na coxa direita. Mesmo assim, Tony ressalta a importância do lateral-esquerdo: “Ele é um jogador decisivo e pode mudar o jogo. A presença dele intimida os adversários.”

Para Tony, a ascensão do futebol canadense está ligada ao surgimento de ídolos como Davies e o atacante Jonathan David, que teve destaque na vitória de 6 a 0 sobre o Catar. “Esses jogadores são referências para a nova geração e ajudam a elevar o nível do futebol no Canadá”, diz.

Embora um encontro entre Canadá e Brasil nesta Copa só aconteça em uma final, Tony revela que sempre torcerá para o Brasil, país onde começou sua carreira. “Agradeço a Deus por ter conquistado a Copa Ouro e sempre serei grato ao Brasil”, conclui.

Tony também compartilha que sua convocação para a seleção canadense aconteceu de forma curiosa, quando seu pai contatou a federação de futebol do Canadá para informar sobre seu desempenho no Brasil. Desde então, ele disputou 27 partidas pela seleção.

Após encerrar a carreira de jogador, Tony se tornou empresário e fundou um grupo de empresas que atua em importação e exportação, mantendo sempre um vínculo com o futebol. “O futebol nunca saiu de mim e continuo envolvido com o esporte de diversas formas”, finaliza.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original