Recém-nomeado técnico do Botafogo, Tite concedeu uma entrevista ao Globo Esporte no Espaço Lonier, onde abordou sua decisão de assumir o clube, sua passagem pelo Flamengo, as eliminações da seleção brasileira e sua luta contra a ansiedade.
O treinador destacou que, antes de almejar objetivos maiores, a prioridade é garantir a permanência do Botafogo na Série A do Campeonato Brasileiro. Ele reconheceu que a primeira meta é modesta, mas essencial, considerando a situação delicada do time na competição.
“É necessário um processo. A primeira meta, como discutimos internamente, talvez não corresponda à grandeza do Botafogo. Contudo, o atual momento do Campeonato Brasileiro, com várias equipes em situação similar, exige atenção. É fundamental alcançar 44 ou 45 pontos para evitar a zona de rebaixamento”, afirmou Tite.
O treinador também comentou sobre sua sintonia com o presidente do Botafogo, João Paulo de Magalhães Lins, que foi um fator decisivo para aceitar o convite. Tite destacou a importância da experiência neste momento e a segurança que sentiu ao assumir o cargo.
Sobre sua estreia, que ocorreu em uma derrota para o Mirassol, Tite mencionou que teve pouco tempo para treinar a equipe e que a pausa para a Data Fifa foi crucial para iniciar o planejamento do novo Botafogo. Ele se mostrou cauteloso em relação à escalação e à estratégia, evitando revelar detalhes que poderiam ser vantajosos para os adversários.
Tite também abriu o jogo sobre sua saúde mental, revelando que enfrentou uma crise de ansiedade em 2025 e que faz terapia há mais de uma década. Ele explicou que essa crise foi desencadeada por várias pressões profissionais e a necessidade de cuidar de sua saúde.
Em relação à sua passagem pela Seleção Brasileira, Tite expressou frustração pelas eliminações em quartas de final de Copas do Mundo, mas defendeu seu ciclo à frente da equipe, ressaltando os bons resultados e a invencibilidade nas Eliminatórias.
Sobre sua breve passagem pelo Flamengo, o treinador lamentou não ter podido concluir seu trabalho, mas reconheceu a conquista da Copa do Brasil durante sua gestão.
Tite também comentou sobre a diferença entre a rotina de trabalho em clubes e na seleção, e a necessidade de um calendário mais equilibrado para permitir um melhor desempenho dos atletas.
Por fim, ele refletiu sobre o futuro do futebol brasileiro no cenário internacional e a dificuldade que os clubes enfrentam para conquistar títulos mundiais.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original