O zagueiro e capitão do Fluminense, Thiago Silva, relembra sua participação no Mundial de Clubes de 2022, onde conquistou o título pelo Chelsea. Na final, o time inglês enfrentou o Palmeiras, atual campeão da Libertadores, e venceu por 2 a 1, em uma partida decidida na prorrogação.

Na ocasião, Thiago Silva, então com 37 anos, foi agraciado com a Bola de Ouro, prêmio concedido ao melhor jogador do torneio. Ele se tornou o primeiro brasileiro a receber essa honraria desde Cássio, que foi eleito em 2012.

A decisão do prêmio foi feita pelo Technical Study Group (TSG) da Fifa, que destacou a atuação sólida do defensor, tanto na semifinal quanto na final. Durante a partida, Thiago Silva teve um desempenho notável, com 10 cortes e 10 bloqueios, além de ser o jogador com maior posse de bola do torneio, retendo a bola em 93% das vezes e apresentando 96% de precisão em seus passes.

A final também teve um momento controverso para o zagueiro. Após o Chelsea abrir o placar com um gol de Romelu Lukaku, um toque de mão de Thiago Silva resultou em um pênalti, convertido por Raphael Veiga. Na prorrogação, outro pênalti foi marcado, desta vez por um toque de mão do defensor Luan, e Kai Havertz garantiu o título para o Chelsea ao marcar o segundo gol.

Após a conquista, Thiago Silva expressou sua alegria em entrevista à Fifa: “Sinto uma felicidade imensa. Esperei 37 anos por este momento. Fiz muitos sacrifícios por isso. É tão, tão difícil se tornar um campeão mundial. Eu estou realmente feliz”.

O técnico Thomas Tuchel também comentou sobre a performance do defensor, fazendo uma brincadeira sobre o lance do pênalti, mas elogiando sua importância para a equipe.

Desde então, Thiago Silva retornou ao Fluminense após 14 anos atuando na Europa. Em 2025, ele se transferiu para o Porto, mas voltou ao clube carioca no meio de 2026, assumindo a titularidade e a braçadeira de capitão aos 42 anos.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original