O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) decidiu suspender cautelarmente os contratos de patrocínio de estatais mineiras, que somam R$ 32 milhões, destinados aos clubes América-MG, Atlético-MG e Cruzeiro. A decisão, proferida pelo conselheiro em exercício Licurgo Mourão, foi motivada por uma representação do governador eleito Cleitinho Azevedo.
O anúncio do patrocínio foi realizado pelo Governo de Minas Gerais em uma reunião entre o atual governador Mateus Simões e representantes dos clubes, no final de setembro. A medida ocorre após os times perderem contratos devido à publicação de uma Medida Provisória do Governo Federal, que suspendeu as atividades de casas de apostas no Brasil.
A representação de Cleitinho Azevedo levantou questionamentos sobre os patrocínios envolvendo as empresas Cemig, Codemge, Codemig e Invest Minas, apontando a falta de estudos técnicos e critérios objetivos para a definição dos valores, além de possíveis irregularidades na utilização dos recursos.
A liminar proíbe as estatais de firmarem novos contratos de patrocínio com clubes de futebol em Minas Gerais até que a análise de mérito seja concluída ou a medida seja revogada. Para contratos já formalizados, fica determinada a suspensão imediata de pagamentos e transferências.
Em um vídeo sobre o assunto, Cleitinho Azevedo destacou a situação financeira crítica de Minas Gerais, questionando a destinação de recursos significativos para patrocínios esportivos em um momento de dificuldades fiscais e alto endividamento do Estado. Ele mencionou que Minas Gerais precisou renegociar sua dívida com a União e que o saldo devedor foi refinanciado por 30 anos, além de ter encerrado 2025 com um caixa líquido negativo de R$ 11,3 bilhões.
As empresas têm um prazo de 48 horas para comprovar o cumprimento da decisão, sob pena de multa diária.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original