A nova era do Corinthians sob o comando de Seedorf teve início antes mesmo de mudanças táticas significativas. Nos primeiros dias à frente do clube, o treinador tem se empenhado em estreitar os laços com os jogadores e fortalecer a saúde mental do elenco.
Nesse contexto, a psicóloga Anahy Couto ganhou destaque no dia a dia do CT Joaquim Grava. Seedorf a convidou para traçar o perfil psicológico de cada atleta e, a partir disso, do grupo como um todo. Por determinação do treinador, a psicóloga terá uma participação mais ativa durante os treinos e nos jogos, sendo confirmada na delegação que viajará ao Rio de Janeiro para enfrentar o Vasco no dia 24 de outubro.
Antes da chegada de Seedorf, Anahy Couto havia acompanhado apenas uma partida como profissional do Corinthians, em dezembro do ano anterior, quando o clube conquistou a Copa do Brasil contra o mesmo Vasco no Maracanã. Relatos de funcionários do clube indicam que a atenção ao aspecto psicológico é uma prioridade para o novo treinador, que acredita na importância de entender as características mentais dos atletas e o funcionamento coletivo da equipe para criar um ambiente de confiança.
Em sua apresentação à imprensa, Seedorf comentou sobre sua filosofia de trabalho, destacando a importância de conhecer o grupo e os profissionais envolvidos. Ele ressaltou a vontade dos jogadores em mudar a situação atual do clube, que enfrenta um momento difícil com oito derrotas seguidas no Campeonato Brasileiro e o risco de rebaixamento. O treinador enfatizou que é necessário mostrar coragem, união e intensidade, tanto física quanto mental, para reverter o quadro.
Seedorf também tem se dedicado a observar o grupo e a estabelecer um contato direto com os jogadores, buscando um ambiente propício para implementar suas ideias. Essa aproximação é fundamental para identificar como cada atleta pode contribuir para a equipe em um momento crítico. O treinador já começou a sinalizar as mudanças que deseja implementar, notando que o Corinthians tem utilizado muitos passes laterais, o que não tem gerado a progressão ofensiva desejada. Assim, uma das orientações nos treinos é a busca por passes mais verticais, que possam romper as linhas adversárias e acelerar o jogo.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original