O São Paulo Futebol Clube apresentou um superávit de R$ 148,7 milhões em seu balanço financeiro de 2025, com receitas totalizando R$ 835,9 milhões e despesas de R$ 687,2 milhões. Esses números foram divulgados na última quinta-feira.
Os gastos com o futebol profissional ultrapassaram as previsões do orçamento, que havia estimado despesas de R$ 530,5 milhões. De acordo com o relatório, 45% dessa diferença se deve à folha de pagamento, direitos de imagem e ajustes relacionados a renovações contratuais de jogadores. O levantamento abrange tanto os salários da equipe principal quanto das categorias de base.
O clube destinou R$ 225,7 milhões para salários, enquanto os direitos de imagem totalizaram R$ 102,5 milhões. Com encargos trabalhistas de R$ 28,9 milhões e benefícios de R$ 9,3 milhões, a folha salarial totalizou cerca de R$ 366 milhões.
Outro ponto a ser destacado é o aumento nas despesas com intermediação de negociações, que subiram para R$ 31 milhões em 2025, em comparação aos R$ 4 milhões do ano anterior. A venda de Lucas Ferreira ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, foi a transação que gerou o maior valor, totalizando R$ 11,8 milhões.
O São Paulo investiu R$ 55,9 milhões na contratação de novos jogadores, embora esse valor tenha sido diluído ao longo dos contratos, resultando em um custo de R$ 97,5 milhões com amortização de atletas. Parte dessa variação também está relacionada a despesas contábeis, incluindo 28% destinados a possíveis perdas em processos judiciais e 11% referentes à antecipação de custos com direitos econômicos de jogadores que foram negociados.
Em contrapartida, o clube obteve receitas significativas que contribuíram para o superávit. A principal fonte de receita foi a negociação de jogadores, que rendeu R$ 283,7 milhões. As receitas com direitos de transmissão e premiações somaram R$ 245 milhões, enquanto publicidade e patrocínios geraram R$ 121,3 milhões. O São Paulo também arrecadou R$ 64,1 milhões com jogos e R$ 56,2 milhões por meio do programa de sócio-torcedor.
O balanço financeiro ainda mostrou uma redução da dívida total em R$ 110 milhões, agora avaliada em R$ 858 milhões. Apesar do superávit e da diminuição da dívida, o relatório foi reprovado pelo Conselho Deliberativo em uma reunião ocorrida em março, com 210 votos contrários e 24 a favor. A reprovação se deu principalmente devido a saques de R$ 7 milhões realizados pelo ex-presidente Júlio Casares, sem justificativa adequada.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original