O São Paulo precisa arrecadar R$ 180 milhões com vendas até o final de 2026 e, nas últimas semanas, decidiu pela proposta da Ticketmaster para gerir os ingressos do Morumbi, rejeitando a oferta da NewC. O clube agora busca a aprovação do acordo escolhido no Conselho Deliberativo, mas enfrenta resistência nesse processo.
Em uma nota à imprensa, o presidente Harry Massis criticou a decisão de Olten Ayres, presidente do Conselho, de formar uma comissão para avaliar o contrato com a Ticketmaster, que já havia sido aprovado pelo Conselho de Administração. Massis listou as razões para a recusa da proposta da NewC, destacando a antecipação de R$ 140 milhões imediatos oferecidos pela Ticketmaster, além de outras questões problemáticas apontadas pelos departamentos jurídico e de marketing do clube.
O presidente do São Paulo afirmou em um áudio que a falta de aprovação do contrato poderia comprometer a capacidade do clube de quitar suas contas até o fim do ano. A proposta da NewC, que mencionava um fundo de R$ 500 milhões, dependia da criação de um fundo de investimentos, o que foi considerado arriscado pelo clube.
A primeira proposta da NewC previa a captação de R$ 90 milhões por meio de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) e um pagamento de R$ 13 milhões pelo camarote 29A, entre outros termos. Contudo, o São Paulo alegou que a NewC enviou apenas uma apresentação comercial, que não se enquadrava nos critérios do edital de concorrência.
O clube também considerou que a utilização do Morumbi como garantia representaria um risco significativo por um longo período, o que poderia afetar sua autonomia sobre o estádio. Além disso, a possibilidade de o clube se tornar uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) no futuro trouxe mais preocupações, já que os investidores não teriam direitos sobre as receitas do Morumbi.
A proposta da Ticketmaster, por outro lado, inclui a antecipação de R$ 110 milhões em 45 dias após a assinatura do contrato, além da gestão do camarote 29A por cinco anos, com um pagamento inicial de R$ 30 milhões. A gestão do sócio-torcedor também será transferida para a Ticketmaster, visando uma operação mais integrada e econômica.
A taxa de administração para a venda de ingressos será de até 10% por ingresso, enquanto para o sócio-torcedor será de 8%. O São Paulo acredita que essa nova parceria trará benefícios tanto financeiros quanto operacionais.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original