O São Paulo está em uma situação delicada e pode perder pontos no Campeonato Brasileiro se não regularizar o pagamento devido aos agentes de Galoppo. A Fifa impôs um transfer ban que se estenderá por 60 dias, após a notificação na última sexta-feira, e a dívida é de US$ 300 mil (aproximadamente R$ 1,5 milhão).

A punição não resulta automaticamente em perda de pontos, mas a cláusula que permite essa penalidade está inclusa na decisão da entidade. Isso pode ter sido influenciado por um pedido do reclamante, que considerou o histórico financeiro do clube.

O Código Disciplinar da Fifa prevê a perda de pontos em casos de descumprimento contínuo, reincidência ou infrações graves. Embora a medida não seja automática, a Fifa observa que a permanência do clube sob proibição de registro por mais de três janelas consecutivas pode ser um fator determinante.

As sanções estão descritas no artigo 21 do Código, que aborda o não cumprimento de decisões da Fifa e as consequências para clubes que não honram suas obrigações financeiras. Além do transfer ban, o artigo permite que a punição se agrave, podendo resultar em perda de pontos ou até rebaixamento em casos de reincidência.

O São Paulo já enfrentou duas situações de transfer ban nesta temporada: a atual, relacionada à dívida com os agentes de Galoppo, e outra anterior, devido ao atraso no pagamento à Lazio pela contratação de Marcos Antônio, que foi regularizada em agosto. A presença da dedução de pontos na decisão aumenta a urgência para que o clube quite a dívida dentro do prazo estipulado.

O prazo de 60 dias termina no dia 2 de dezembro, que coincide com a última rodada do Brasileirão. A decisão da Fifa prevê a possibilidade de perda de até seis pontos em caso de não cumprimento. Atualmente, o São Paulo ocupa a 11ª posição, com 36 pontos. Se a dedução de seis pontos for aplicada, o clube cairia para a 16ª colocação, apenas um ponto acima do Grêmio, que está na zona de rebaixamento.

A diretoria do São Paulo está otimista em quitar a pendência ainda nesta semana. Apesar do risco, o clube acredita que há condições favoráveis para realizar o pagamento, como o fato de o transfer ban ter sido imposto fora da janela de transferências, o que permite um melhor gerenciamento do fluxo de caixa. Além disso, um acordo com a Ticketmaster prevê um adiantamento de R$ 110 milhões em até 45 dias, o que deve ajudar a aliviar a situação financeira do clube.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original