O São Paulo enfrenta a possibilidade de perder pontos no Campeonato Brasileiro devido a um transfer ban ativo, caso não pague a dívida em até 60 dias. Enquanto o Santos já enfrentou um transfer ban em 2026 e o Corinthians acumula três punições, o São Paulo é o único que pode ser penalizado com a perda de pontos, caso não regularize sua situação.
De acordo com André Oliveira, advogado especializado em direito desportivo internacional, a Fifa pode ter acatado um pedido do agente do jogador Giuliano Galoppo para incluir essa penalidade na punição. Embora não haja um artigo específico que trate dessa questão, a Fifa pode agravar a sanção em situações de infrações recorrentes, como é o caso do São Paulo.
A decisão da Fifa estabelece dois prazos: o primeiro, até 30 de outubro, para o pagamento de uma taxa, e o segundo, de 60 dias, para quitar uma dívida de 300 mil dólares (aproximadamente R$ 1,5 milhão), com vencimento em 2 de dezembro. Apesar de um transfer ban não resultar automaticamente em perda de pontos, a cláusula de dedução de pontos está explicitamente mencionada na decisão.
O Código Disciplinar da Fifa permite a perda de pontos em casos de descumprimento persistente, reincidência ou infrações graves. No entanto, essa penalização não é uma consequência automática de um transfer ban. A Fifa considera a gravidade de cada caso individualmente, e a situação do São Paulo é mais crítica devido à reincidência.
Este ano, o São Paulo já sofreu dois transfer bans: um relacionado à dívida com os agentes de Galoppo e outro devido a atraso no pagamento à Lazio pela contratação de Marcos Antônio, que foi regularizado em agosto. A possibilidade de perda de até seis pontos em caso de descumprimento aumenta a pressão sobre o clube para que a dívida seja quitada dentro do prazo estabelecido.
Atualmente, o São Paulo ocupa a 11ª posição na tabela, com 36 pontos. Uma dedução de seis pontos poderia rebaixá-lo para a 16ª colocação, apenas um ponto à frente do primeiro time na zona de rebaixamento. A diretoria do clube está otimista em quitar a pendência ainda nesta semana, considerando que o transfer ban foi aplicado fora da janela de transferências, o que facilita a gestão financeira.
Além disso, um acordo com a Ticketmaster prevê um adiantamento de R$ 110 milhões em até 45 dias, o que deve ajudar a aliviar a situação financeira do clube.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original