O São Paulo Futebol Clube anunciou um novo acordo com a Ticketmaster, que será a responsável pela gestão de ingressos do Morumbi e do plano de sócio-torcedor por um período de cinco anos. O contrato garante ao clube um total de R$ 140 milhões.
Atualmente, a bilheteria e o programa de sócio-torcedor operam em sistemas distintos. Com essa parceria, haverá uma integração dos serviços, o que visa facilitar a experiência do torcedor e ampliar as oportunidades para o desenvolvimento do programa de sócios e novas experiências.
Harry Massis, presidente do São Paulo, destacou a importância do acordo: “Este é um acordo muito importante para o São Paulo e representa um grande avanço para o clube. Estamos iniciando uma parceria com uma empresa de referência mundial, que traz experiência, tecnologia e capacidade para contribuir com o desenvolvimento de novas soluções para o nosso torcedor.”
A parceria com a Ticketmaster também inclui a gestão do camarote 29A do Morumbi, que será administrado pela empresa por cinco anos. Para isso, a Ticketmaster pagará R$ 30 milhões imediatamente após a assinatura do contrato, garantindo o direito de gerir o espaço em eventos e partidas.
O Conselho do clube já havia aprovado o acordo no início da semana. A urgência em firmar a parceria se deu pela antecipação de R$ 110 milhões, que o São Paulo receberá em até 45 dias após a assinatura, em três parcelas.
O acordo de gestão de ingressos entre o São Paulo e a Ticketmaster terá início em 1º de janeiro de 2027. Antes disso, o clube cumprirá o aviso prévio com o fornecedor atual do sócio-torcedor.
A parceria também prevê a renovação do Memorial Luiz Cássio dos Santos Werneck, no Morumbi, com a curadoria a cargo do clube, que trabalhará em conjunto com a Ticketmaster para as reformas necessárias.
Nos últimos meses, o São Paulo realizou uma licitação para selecionar sua nova gestora de ingressos, e a proposta da Ticketmaster foi escolhida principalmente pelos valores que serão repassados ao clube. Os R$ 110 milhões funcionarão como um empréstimo, que deverá ser devolvido a partir da renda obtida com os jogos no Morumbi, com um limite de R$ 1,8 milhão por mês.
Por exemplo, em um mês em que a arrecadação líquida for de R$ 10 milhões, apenas R$ 1,8 milhão será destinado à Ticketmaster. Esse mesmo procedimento será adotado em meses de baixa arrecadação, como durante a Copa do Mundo deste ano.
Além disso, o São Paulo receberá R$ 6 milhões para reformas no Museu São Paulo. A Ticketmaster cobrará uma taxa de administração de até 10% por ingresso, reduzida para 8% em entradas físicas. A taxa do sócio-torcedor também será de 8% por associado.
A gestão do sócio-torcedor, que atualmente é realizada por outra empresa, a Feng, também será transferida para a Ticketmaster. O clube acredita que essa mudança trará benefícios aos torcedores e reduzirá os custos totais, já que atualmente os serviços são prestados por duas empresas diferentes. Para rescindir o contrato com a Feng, o São Paulo deverá pagar cerca de R$ 3,7 milhões.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original