O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou, nesta quarta-feira, o contrato com a Ticketmaster, que se tornará a nova gestora de ingressos do clube. O acordo, que terá duração de cinco anos, prevê um total de R$ 140 milhões para o São Paulo.
A votação, iniciada na terça-feira, resultou em 184 votos favoráveis e 44 contrários. Um fator crucial para a aprovação foi a redução da multa rescisória do contrato com a Ticketmaster, que passou de R$ 25 milhões para R$ 14 milhões.
O São Paulo tratou essa aprovação como uma prioridade, especialmente devido aos benefícios financeiros que o contrato trará. O clube receberá uma antecipação de R$ 110 milhões, que será disponibilizada em até 45 dias após a assinatura do contrato, em três parcelas. Esse valor será considerado um empréstimo, a ser devolvido em cinco anos com juros atrelados ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário) mais 1,99%.
A parceria com a Ticketmaster também inclui a gestão do camarote 29A do Morumbi, com a empresa investindo R$ 30 milhões para explorar o espaço durante shows e jogos.
Recentemente, o São Paulo enfrentou dificuldades financeiras, atrasando salários dos jogadores e comprometendo pagamentos de direitos de imagem. A diretoria condicionou a regularização dessas pendências à aprovação do contrato com a Ticketmaster.
O processo de escolha da nova gestora de ingressos envolveu uma licitação, e a proposta da Ticketmaster foi a mais vantajosa, principalmente pelos valores imediatos que serão repassados ao clube.
Além do empréstimo, o contrato prevê R$ 6 milhões para a reforma do Museu São Paulo. A Ticketmaster cobrará uma taxa de administração de até 10% por ingresso e 8% na taxa do sócio-torcedor.
A gestão do sócio-torcedor também será transferida para a Ticketmaster, que atualmente não gerencia esse serviço, o que promete ser benéfico para os torcedores. Para rescindir com a empresa atual, a Feng, o clube terá que arcar com aproximadamente R$ 3,7 milhões.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original