O São Paulo está ciente de que a permanência do atacante Artur, um dos principais jogadores da equipe nesta temporada, será um desafio. Ele está emprestado pelo Botafogo até o final de 2026 e o clube precisaria desembolsar 6 milhões de euros (aproximadamente R$ 37 milhões) para uma negociação definitiva.

Em meio a uma crise financeira, o Tricolor não tem condições de arcar com esse valor, embora reconheça a importância de Artur para o time. Uma alternativa em estudo é a tentativa de parcelar a compra do atleta, mas o clube sabe que convencer o Botafogo a aceitar essa proposta não será fácil.

Com as eleições presidenciais se aproximando, marcadas para o início de dezembro, o planejamento para 2027 ainda não começou, o que complica ainda mais as decisões do departamento de futebol em relação a contratações e permanências, incluindo o futuro de Artur. O jogador, por sua vez, demonstra interesse em continuar no Morumbi.

Artur, que foi contratado pelo São Paulo em março após uma passagem pouco produtiva pelo Botafogo, já disputou 33 partidas nesta temporada, anotando cinco gols e fornecendo cinco assistências, tornando-se um dos destaques da equipe sob o comando do técnico Dorival Júnior.

Além disso, a boa fase de Artur no São Paulo pode atrair o interesse de outros clubes na próxima janela de transferências, embora ainda não existam propostas formais. Caso não permaneça no clube, o São Paulo ainda terá um custo de R$ 2,7 milhões, referente ao cashback dos salários do atleta, já que o Botafogo arca com 40% dos vencimentos dele, mas esse valor será devolvido a partir do ano que vem em 10 parcelas.

Artur, de 28 anos, foi revelado pelo Palmeiras, destacou-se no Bahia durante um empréstimo e foi vendido ao Red Bull Bragantino. Após se firmar como um jogador importante na equipe de Bragança, foi recomprado pelo Palmeiras em 2023, mas logo foi negociado com o Zenit, da Rússia.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original