Roger Machado foi demitido do São Paulo após a eliminação na Copa do Brasil, um resultado que expõe a fragilidade do time. Durante o jogo contra o Juventude, os torcedores lembraram das oportunidades perdidas na partida anterior, onde uma vitória mais expressiva poderia ter mudado o rumo do confronto. O resultado apertado acabou custando caro no Alfredo Jaconi, levando o São Paulo a uma queda nas oitavas de final.

A demissão de Roger, que durou apenas cerca de dois meses e 17 jogos, é um reflexo de uma série de erros cometidos, tanto dentro quanto fora de campo. Apesar das qualidades do técnico, ele não conseguiu implementar suas ideias em um ambiente tumultuado. A crise começou com a saída de Hernán Crespo, que surpreendeu a todos ao ser dispensado após o time ter se colocado como vice-líder do campeonato.

Crespo, que tinha uma boa relação com a torcida, havia sido claro sobre os objetivos do time, afirmando que a prioridade era evitar o rebaixamento e que o elenco ainda não estava pronto para brigar por títulos. A eliminação contra o Juventude confirmou as preocupações de Crespo, que tinha razão ao apontar as deficiências do elenco. Jonathan Calleri, em entrevista após a partida, admitiu a falta de precisão nas finalizações e os erros individuais que comprometeram a equipe.

O cenário dentro de campo é preocupante, mas o que mais assusta é a situação administrativa do clube. O São Paulo, que já foi referência para outros times, parece ter ficado estagnado no tempo, preso a práticas ultrapassadas e a uma gestão que tem se mostrado prejudicial. A escolha do próximo técnico ficará a cargo da mesma diretoria que já contratou e demitiu Hernán Crespo e Roger Machado.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original