O presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres, anunciou a criação de uma comissão para revisar o contrato entre o clube e a Ticketmaster, que foi escolhida como a nova gestora de ingressos do Morumbi. A comissão será composta pelos conselheiros Daurio Speranzini, Flavio Marques, Daniel Fonseca e Marcel Bonilha.

O documento destaca a urgência da análise e solicita que o parecer sobre o contrato seja apresentado o mais rapidamente possível. Recentemente, o São Paulo optou pela proposta da Ticketmaster, que competia com a NewC, e o acordo já recebeu aprovação do Conselho de Administração, mas ainda precisa do aval do Conselho Deliberativo.

A proposta da Ticketmaster inclui um adiantamento de R$ 110 milhões ao São Paulo, que deverá ser devolvido ao longo de cinco anos, com juros atrelados ao CDI mais 1,99%. Essa quantia é crucial para que o clube quite os direitos de imagem atrasados com o elenco até o final de setembro, já que não há outra alternativa para saldar essas dívidas.

Além disso, a Ticketmaster se comprometeu a gerir o camarote 29A por cinco anos, pagando R$ 30 milhões logo após a assinatura do contrato. Para eventos musicais, a empresa também terá que adquirir ingressos, sendo que atualmente é a Ticketmaster, a pedido da Live Nation, que gerencia a venda de ingressos para shows no Morumbi.

Outro aspecto importante da proposta é um investimento de R$ 6 milhões para a reforma do Museu São Paulo. A gestão do sócio-torcedor também será transferida para a Ticketmaster, que atualmente não é responsável por esse serviço, que está sob a administração da Feng. O clube acredita que essa integração trará benefícios aos torcedores, além de reduzir os custos operacionais, já que as vendas de ingressos e a gestão do sócio-torcedor serão realizadas pela mesma empresa.

A Ticketmaster cobrará uma taxa de administração de até 10% por ingresso, sendo 8% para entradas físicas. A taxa para o sócio-torcedor também será de 8% por associado.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original