Na última quinta-feira, o Conselho Deliberativo do São Paulo decidiu rejeitar as propostas de reforma do Estatuto Social do clube. Ao todo, foram apresentadas 54 sugestões de alterações, organizadas em 11 blocos, além de um 12º bloco que propunha um estudo de viabilidade para a transformação do futebol do clube em uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Todas as propostas foram reprovadas.

A votação ocorreu de forma híbrida, com participação presencial e online, e teve início na noite de quarta-feira, finalizando na tarde do dia seguinte. Dos 255 conselheiros, 239 participaram da votação. O resultado foi considerado uma vitória para os grupos que apoiam o presidente Harry Massis, que se opuseram à reforma.

Na véspera da votação, membros da situação criticaram o tempo disponível para análise das 54 alterações, afirmando que mudanças tão significativas deveriam ter um prazo maior para discussão. O debate se intensificou ainda mais devido à proximidade das eleições presidenciais do São Paulo, agendadas para dezembro, onde o novo presidente será escolhido pelos conselheiros.

A proposta de reforma, que vinha sendo discutida internamente, visava alterar a estrutura de poder do clube, com o objetivo de profissionalizar a gestão e aumentar a transparência. Entre as principais mudanças, estava a reestruturação do Conselho de Administração, que passaria a contar com nove membros, incluindo conselheiros e integrantes independentes, além de um membro do Conselho Consultivo.

Atualmente, o Conselho de Administração é composto pelo presidente e vice-presidente do clube, três conselheiros, um membro do Conselho Consultivo e três membros independentes indicados pelo presidente. A nova proposta previa que os membros independentes fossem selecionados por uma empresa especializada, mas ainda precisariam da aprovação do Conselho Deliberativo.

Outra alteração sugerida era a subordinação do compliance do clube ao Conselho de Administração, ao invés da diretoria administrativa. O novo modelo também propunha que o Conselho elaborasse a proposta orçamentária do São Paulo e tivesse acesso a contratos de atletas e membros da comissão técnica.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original