O São Paulo está em estágios avançados de negociação para resolver o pagamento da multa rescisória do técnico Roger Machado, demitido na última quarta-feira após a eliminação na Copa do Brasil para o Juventude, em Caxias do Sul. O valor total da multa gira em torno de R$ 2 milhões.

Embora os detalhes do acordo ainda não tenham sido divulgados, ambas as partes reconhecem que as conversas estão progredindo. As tratativas avançaram na mesma noite da demissão.

Recentemente, um áudio vazado revelou que Harry Massis, dirigente do clube, havia afirmado que não demitiria Roger mesmo diante de uma possível eliminação na Copa do Brasil, citando a falta de recursos para arcar com as multas rescisórias. Contudo, a demissão ocorreu.

Rui Costa, executivo de futebol do São Paulo, foi quem anunciou a saída do treinador, ressaltando a dinâmica do futebol e as repercussões inesperadas. Ele comentou: “Esse é um resultado que todos nós não cogitávamos no sentido da grandeza do São Paulo”.

O dirigente explicou que, após conversas com Roger, ficou claro que a pressão externa estava se intensificando, levando à decisão de promover a troca, com o respaldo do presidente do clube.

Roger chegou ao São Paulo em meio a uma grande pressão, mas foi apoiado principalmente por Rui Costa, com quem já havia trabalhado anteriormente. As duas vitórias iniciais, sobre Chapecoense e Red Bull Bragantino, trouxeram um alívio momentâneo, mas a pressão voltou a aumentar após a derrota no clássico contra o Palmeiras.

Durante sua passagem, Roger implementou mudanças táticas, retornando ao uso de dois pontas abertos, enquanto o clube busca a contratação de Artur para reforçar o lado direito. O técnico enfrentou críticas e vaias em diversas partidas, além de questionamentos sobre sua comunicação em entrevistas após os jogos.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original