O São Paulo Futebol Clube anunciou um acordo com a empresa responsável pela carreira do meia André Anderson, estabelecendo o parcelamento em 20 vezes da dívida total de R$ 2.056.752,20. Essa quantia refere-se a valores não pagos durante a passagem do atleta pelo clube entre 2022 e 2023.
A decisão judicial que determinou o pagamento foi proferida em setembro de 2023 pelo juiz Fábio Coimbra Junqueira, da 6ª Vara Cível de São Paulo. O valor total da condenação resulta da soma de duas pendências: o clube deixou de quitar sete parcelas mensais de R$ 100 mil, totalizando R$ 700 mil, e dez parcelas de 25 mil euros, que somadas geraram um montante de R$ 1.356.752,50. Assim, a dívida principal atinge R$ 2.056.752,50.
Além do valor principal, o São Paulo também será responsável pelas custas processuais e honorários advocatícios, que correspondem a 10% do valor atualizado da condenação.
O clube argumentou em sua defesa que a questão deveria ser tratada pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), ligada à CBF, e que as lesões que André Anderson sofreu teriam diminuído a utilidade econômica do contrato. Contudo, a Justiça rejeitou esses argumentos, afirmando que os pagamentos à empresa não estavam condicionados ao desempenho ou à condição física do jogador.
André Anderson, que atualmente joga pelo Pouso Alegre, teve uma passagem marcada por lesões no São Paulo, onde atuou em apenas 12 partidas. Ele chegou ao clube em 2022 por empréstimo da Lazio, da Itália, e seu vínculo foi encerrado em 2023 após divergências sobre seu processo de recuperação, que incluiu uma cirurgia no púbis em abril daquele ano.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original