Alessandro Brito, ex-diretor de gestão esportiva do Botafogo, revelou que as saídas de Marlon Freitas, Barboza e Savarino foram impulsionadas pela situação financeira do clube. Ele classificou essas transações como uma "questão de sobrevivência", enfatizando a necessidade de recursos para honrar compromissos financeiros em um período de crise na SAF.

Marlon Freitas foi o primeiro a deixar o Botafogo, transferindo-se para o Palmeiras em dezembro, em um negócio que rendeu 6 milhões de dólares (aproximadamente R$ 33 milhões) ao clube. Savarino seguiu para o Fluminense, em uma negociação de cerca de 4 milhões de euros (cerca de R$ 23 milhões), que também incluiu a ida de Wallace Davi para General Severiano. Barboza, por sua vez, foi vendido ao Palmeiras por 4 milhões de dólares (cerca de R$ 20 milhões).

Em entrevista ao ge, Brito explicou que o clube precisou aceitar as melhores propostas para garantir o pagamento de salários e outras obrigações. Ele destacou que 2026 foi um ano de instabilidade, marcado por dívidas, atrasos nos pagamentos e até punições da Fifa que dificultaram o registro de novos jogadores.

"A saída dos três é muito clara: foi uma questão de sobrevivência. Não havia outro motivo senão vender os atletas diante da melhor proposta para honrar os compromissos do clube", afirmou Brito, que também ressaltou a importância de Marlon e Barboza como líderes no vestiário, influenciando positivamente os jogadores mais jovens.

Brito deixou o Botafogo no final de maio, após concluir seu ciclo no clube. Ele estava na equipe desde o início da SAF, em 2022, e participou da reformulação do scout nos primeiros anos da gestão de John Textor.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original