Memphis Depay não faz mais parte do elenco do Corinthians. Durante quase dois anos, o jogador holandês foi um destaque em meio a um período conturbado para o clube, marcado por crises políticas e financeiras. Sua presença em campo era vista como um símbolo de resistência, mesmo diante do caos administrativo. No entanto, a trajetória de Depay no Timão chegou ao fim com o anúncio oficial da não renovação de seu contrato.

O presidente Osmar Stabile justificou a decisão com a necessidade de cuidar dos recursos do clube, um argumento que, em outras circunstâncias, poderia ser considerado válido. Contudo, a situação é complexa, pois a diretoria parece errar mesmo ao tentar tomar decisões acertadas. A influência de grupos políticos dentro do Corinthians também pesa na escolha, especialmente considerando que Stabile ocupa a presidência após o impeachment de seu antecessor, Augusto Melo, e precisará de apoio para se manter no cargo em futuras eleições.

Além disso, a contratação de Memphis, feita pela gestão anterior, gerou desconforto em alguns setores do clube. No ano passado, após vencer a Copa do Brasil, o jogador expressou sua insatisfação com a administração, criticando a falta de estrutura e pedindo apoio para melhorar a situação do Corinthians.

Com uma dívida que se aproxima de R$ 3 bilhões, a decisão de não renovar com Memphis pode ser vista como uma medida financeira necessária. Contudo, é curioso que, após ter sido contratado, o clube não tenha buscado mantê-lo em condições mais favoráveis, especialmente após conquistar três títulos e estabelecer uma boa relação com a torcida. A saída de Depay poderá resultar em mais um processo trabalhista, afetando ainda mais a credibilidade do Corinthians.

Assim, a saída do jogador não se resume a uma simples análise de custo-benefício, mas reflete uma série de problemas que o clube enfrenta. Sem Memphis e outros atletas, como Yuri Alberto, o Corinthians foi eliminado da Copa do Brasil por um time considerado inferior, o Internacional. Essa situação gera um sentimento de desamparo entre os torcedores, que temem por um futuro ainda mais complicado.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original