Executivos da SAFiel se reuniram com dirigentes do Corinthians e enviaram uma carta na última segunda-feira, na qual se comprometem a "estruturar a obtenção imediata e antecipada dos recursos destinados à quitação da dívida da Neo Química Arena perante a Caixa Econômica Federal".

Na correspondência, obtida pelo ge, os idealizadores do projeto de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) no Corinthians solicitam a assinatura de um documento que formalize a proposta, além de autorização para conduzir as negociações com a Caixa e organizar as mudanças necessárias no estatuto do clube.

A proposta surge após o presidente Osmar Stabile afirmar que, caso a SAFiel quite a dívida do Corinthians com a Arena, ele assinará o documento que permite a captação de recursos para a transformação do clube em SAF. A dívida com a Caixa é de R$ 642 milhões.

A carta destaca o compromisso da Invasão Fiel S.A. em cooperar de forma diligente para estruturar a obtenção dos recursos necessários para a quitação da dívida. Contudo, o estatuto atual do Corinthians não permite a transformação em SAF. Por isso, a SAFiel se compromete a seguir os ritos estatutários do clube, respeitando as competências da diretoria e dos conselhos.

A SAFiel também solicita uma reunião urgente com os dirigentes do Corinthians para discutir uma pauta mínima, que inclui a ratificação dos termos da proposta, autorização formal para conduzir tratativas com a Caixa, e a organização de etapas e aprovações estatutárias.

Embora a carta não indique que os empresários possuem os recursos imediatos para quitar a dívida, ela estabelece um compromisso para estruturar o pagamento, que dependerá de negociações futuras.

O presidente do Corinthians não respondeu aos contatos do ge na noite de segunda-feira sobre a proposta da SAFiel. Na semana anterior, houve uma reunião entre os idealizadores da SAFiel e dirigentes do clube, que resultou em uma série de questionamentos que os empresários se comprometeram a responder por escrito.

A transformação do Corinthians em SAF enfrenta resistência interna, tanto entre dirigentes quanto entre conselheiros.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original