A Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo apresentou, nesta quinta-feira, suas demonstrações financeiras referentes ao exercício de 2025. Os dados revelam que a dívida total da SAF alcançou R$ 2 bilhões, um montante mais de cinco vezes superior ao passivo registrado no primeiro balanço da entidade, que teve início em 2022.
No balanço anterior, publicado em maio de 2023, a dívida total era de R$ 401,7 milhões. A consultoria BDO, responsável pela auditoria independente, optou por não emitir opinião sobre os resultados financeiros da SAF devido à incerteza sobre a continuidade operacional, especialmente em relação às dívidas de curto prazo. Além disso, a BDO destacou a falta de confirmações externas de instituições financeiras e fornecedores, e não realizou a contagem física dos estoques.
O patrimônio líquido da SAF também permanece negativo, atingindo seu pior índice em 2025, com R$ 431,917 milhões. Isso indica que, se a SAF do Botafogo liquidasse todos os seus bens, os valores obtidos não seriam suficientes para saldar suas dívidas.
Atualmente, a SAF enfrenta um cenário complicado, não apenas financeiramente. John Textor, que era o gestor da SAF, foi afastado por decisão do Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que está mediando a disputa entre a SAF e a Eagle Bidco, acionista majoritária. O ex-presidente Durcesio Mello assumiu a função de diretor geral interino e mencionou a necessidade de buscar receitas imediatas para honrar compromissos financeiros, incluindo o pagamento de salários. A SAF também iniciou um processo para solicitar recuperação judicial.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original