A SAF Botafogo apresentou uma nova versão de seu plano de recuperação judicial, cerca de um mês após a proposta inicial. A atualização trouxe mudanças significativas, incluindo a exclusão da proteção à Eagle Bidco, a rede de clubes criada por John Textor.

No plano anterior, datado de 10 de julho, as "partes isentas" incluíam não apenas a SAF, mas também seus acionistas, diretores e representantes. Essa cláusula permitia que credores não pudessem cobrar os antigos acionistas, protegendo a atual gestão do Botafogo.

Com a nova versão, datada de 15 de agosto, o conceito de "partes isentas" foi modificado, excluindo "qualquer acionista que se qualifique como Parte Relacionada ou membro do mesmo grupo econômico de uma Parte Relacionada". Isso significa que a Eagle Bidco poderá ser responsabilizada, intensificando o conflito que a SAF considera uma das causas de sua crise financeira.

Além disso, o plano menciona a transferência de 146 milhões de euros (aproximadamente R$ 878,6 milhões) ao Lyon, anteriormente parte da Eagle Football. O Botafogo defende que essas transações ocorreram entre março de 2024 e abril de 2025, dentro do sistema de caixa único da rede de clubes.

Outra alteração importante no documento foi a atualização do artigo 3.3.3., que exclui empréstimos previamente autorizados da deliberação dos credores. Isso significa que, caso uma decisão de financiamento seja modificada, a natureza extraconcursal das dívidas será mantida, garantindo que financiadores como a GDA Luma continuem com prioridade de ressarcimento.

Enquanto isso, o Botafogo enfrenta um momento complicado em campo, tendo sofrido uma derrota expressiva por 6 a 1 para o Cienciano na Sul-Americana, seguida por uma nova derrota para o Vitória no Campeonato Brasileiro. A sequência negativa de resultados aumenta a pressão sobre o técnico Franclim Carvalho.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original