Romeu Tuma Júnior se afastou do cargo de presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians nesta segunda-feira. A decisão veio após uma liminar da Justiça que suspendeu a assembleia geral de associados, que votaria uma reforma no estatuto do clube.

No pedido de licença, Tuma criticou o presidente da diretoria, Osmar Stabile, chamando-o de traidor. Ele afirmou que nos últimos dias ficou evidente uma manobra política para impedir a vontade dos associados. "A minha presença na presidência do Conselho passou a ser usada como argumento para inviabilizar a votação da reforma", escreveu Tuma.

O conselheiro Felipe Ezabella foi o responsável pela ação judicial que questionou a decisão de Tuma de levar a reforma para votação sem a aprovação prévia do Conselho Deliberativo. Tuma alegou que a decisão judicial foi tomada após a concordância do presidente e do diretor jurídico do clube, que se manifestaram após notificação da Justiça.

Tuma ainda afirmou que não se tornará um instrumento de manobras políticas e que não permitirá a continuidade de atos que considerou ilegais. Ele ressaltou a importância de permitir que os associados decidam sobre o futuro do Corinthians, destacando que sua saída temporária da presidência é um gesto de bom senso para que a reforma possa avançar.

Em uma reunião realizada em março, a votação da reforma do estatuto foi tumultuada, com Stabile acusando Tuma de interferência na gestão da diretoria. Após esse episódio, uma nova reunião foi convocada, resultando no afastamento cautelar de Tuma, que foi alvo de 115 votos favoráveis entre 137 conselheiros presentes.

Com a liminar, a assembleia marcada para o dia 18 de abril está suspensa.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original