Romeu Tuma Júnior anunciou seu retorno à presidência do Conselho Deliberativo do Corinthians nesta segunda-feira, após um período de dois meses afastado. Em comunicado aos conselheiros, ele expressou seu compromisso em garantir que a Assembleia Geral marcada para o dia 20, que votará a reforma do Estatuto do clube, ocorra de maneira ordenada e que o resultado seja respeitado.
Tuma destacou que não tem intenção de se candidatar à presidência do clube. "Retorno à Presidência do Conselho Deliberativo com a convicção de que o momento exige serenidade, responsabilidade institucional e senso de urgência", afirmou.
O dirigente reassume suas funções em um cenário político conturbado no Corinthians. Durante sua licença, ele acompanhou o trabalho de Leonardo Pantaleão, que atuou como presidente em exercício e liderou a votação da reforma do Estatuto, além de presidir reuniões que resultaram na expulsão de ex-presidentes e no desligamento de conselheiros.
Além disso, o ex-presidente Duílio Monteiro Alves renunciou ao título de sócio remido do clube enquanto Tuma estava afastado. Ele se licenciou em 13 de abril, após uma liminar que suspendeu a assembleia geral destinada à votação da reforma estatutária, e na ocasião, fez acusações de traição contra o presidente Osmar Stabile.
No comunicado, Tuma também mencionou que não há denúncias formais contra ele na Comissão de Ética, desmentindo rumores sobre seu afastamento. Ele ainda afirmou que não pretende assumir a presidência do clube enquanto Osmar Stabile estiver em viagem.
Para finalizar, Tuma conclamou todos os conselheiros a priorizarem a vida institucional do Corinthians, enfatizando a importância da união em torno da votação da reforma e a pacificação institucional, visando o pleito presidencial e a renovação do Conselho Deliberativo em novembro.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original