O presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, Romeu Tuma Júnior, expressou preocupação quanto à realização da eleição presidencial do clube, agendada para 28 de novembro. Em entrevista, ele admitiu que a eleição pode não acontecer devido a possíveis intervenções judiciais ou decisões que questionem as normas do pleito.

Tuma mencionou que, caso estivesse na posição de Osmar Stabile, atual presidente do Conselho, buscaria diálogo com o Ministério Público. Ele enfatizou a importância de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para corrigir as questões levantadas pelos promotores.

“Acho que esse era o momento de falar: vamos passar a régua aqui e tal, vota o estatuto, se compromete com as coisas que aqueles sérios que querem intervenção porque não acreditam mais no sistema e nos poderes internos”, afirmou Tuma.

Os promotores Luiz Ambra Neto e André Pascoal, do Ministério Público de São Paulo, estão à frente de um inquérito que investiga a possibilidade de intervenção judicial no Corinthians. Tuma destacou que, caso a eleição não ocorra, a responsabilidade sobre o clube dependerá do tipo de intervenção realizada, que pode incluir um interventor geral.

Ele também comentou sobre a suspensão da votação da reforma do estatuto, que pode influenciar a avaliação do Ministério Público sobre a necessidade de intervenção. Tuma acredita que a situação atual favorece a discussão sobre o tema.

Além disso, uma ação judicial de um associado contesta alguns aspectos do processo eleitoral, como a exigência de taxas para candidatos e a necessidade de reconhecimento facial para votação, apontando que essas práticas podem ser incompatíveis com o Estatuto do clube.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original