Rogério Ceni, David Duarte e Cadu Santoro, diretor de futebol do Bahia, foram denunciados no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) devido a críticas à arbitragem após a derrota do Tricolor por 2 a 1 para o Palmeiras, ocorrida no dia 5 de abril. A audiência está agendada para as 11h30 (horário de Brasília) desta quarta-feira.

O treinador Rogério Ceni pode enfrentar uma suspensão de até seis partidas por suas reclamações em relação à arbitragem durante o jogo. O árbitro Lucas Casagrande, do Paraná, já havia aplicado um cartão amarelo a Ceni por suas manifestações durante a partida. Em coletiva após o jogo, o técnico criticou a atuação da arbitragem e sugeriu que os árbitros deveriam prestar esclarecimentos à imprensa: "O jogo é decidido pelo VAR. Rodolpho Toski, que foi o árbitro do VAR, deveria estar aqui dando uma entrevista hoje, assim como Lucas Casagrande", afirmou Ceni.

A partida gerou polêmicas, especialmente em relação ao segundo gol do Palmeiras, que os membros da equipe do Bahia alegaram ter sido irregular, citando uma falta de Gustavo Gómez sobre David Duarte no lance que resultou no gol contra de Ramos Mingo. O diretor Cadu Santoro foi mencionado na súmula do jogo e, segundo o árbitro, fez comentários desrespeitosos, como: "De novo você, hein? Já nos prejudicou contra o Ceará e agora aqui novamente. Aqui você não apita nunca mais". Santoro pode ser punido com uma suspensão que varia de 15 a 180 dias.

David Duarte, por sua vez, se referiu à atuação do árbitro como um "roubo" em declarações após a partida. Ele será responsabilizado pelo artigo 243-F, parágrafo primeiro, que trata de ofensas à honra relacionadas ao esporte. "O próprio Gómez admitiu que houve um toque e o juiz não viu. Fica difícil. Infelizmente, o juiz veio aqui e nos roubou na nossa casa", disse Duarte. A pena prevista para essa infração varia de R$ 100 a R$ 100 mil, além de uma possível suspensão de quatro a seis jogos.

Além das denúncias individuais, Bahia e Palmeiras também foram citados no artigo 206, que trata de atrasos no reinício das partidas. O Bahia atrasou quatro minutos na volta do intervalo, enquanto o Palmeiras atrasou dois minutos. As multas para esse tipo de infração variam de R$ 100 a R$ 1 mil por minuto de atraso.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original