Rodrigo Caio reconhece que a barreira do idioma foi um fator decisivo para não acompanhar Filipe Luís ao Monaco, onde o ex-companheiro assumiu o cargo de treinador. O ex-zagueiro, que já atuou na comissão técnica do Flamengo, explicou que deseja se comunicar efetivamente e não apenas estar presente por ser um bom profissional.
Em entrevista ao ge, Rodrigo Caio compartilhou que, ao longo de sua carreira como jogador, não priorizou o aprendizado de idiomas. Contudo, atualmente, ele considera o inglês essencial para seu desenvolvimento profissional. Para isso, estabeleceu uma rotina de estudos, incluindo aulas online três vezes por semana e imersão em filmes no idioma.
Recentemente, Rodrigo obteve a Licença A de Treinador de Futebol da CBF Academy, mas optou por recusar convites para atuar em clubes brasileiros. Ele acredita que ainda não está preparado para assumir um cargo de treinador e prefere observar e estudar o jogo por mais tempo.
Sobre sua saída do Flamengo, Rodrigo enfatizou que sua decisão de deixar a comissão técnica foi baseada em princípios de lealdade a Filipe Luís. Ele comunicou sua decisão ao presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista, e mantém gratidão pelo Flamengo, que considera um dos favoritos para conquistar títulos importantes.
Rodrigo também comentou sobre a expectativa para a Copa Libertadores, desejando um reencontro entre Flamengo e Palmeiras na final. Ele acredita que a rivalidade entre as duas equipes é saudável e que o Flamengo tem boas chances de vitória.
Por fim, Rodrigo criticou a cultura de imediatismo no futebol brasileiro e defendeu a necessidade de um trabalho a longo prazo, especialmente no contexto da Seleção Brasileira. Ele ressaltou a importância de dar tempo ao técnico Carlo Ancelotti para implementar seu trabalho.
Rodrigo Caio encerrou a carreira de jogador em 2025, devido a lesões, e atualmente prefere se dedicar ao tênis, evitando jogar futebol com amigos.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original