Às vésperas do confronto entre Santos e Palmeiras, marcado para quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), o ex-atacante Ricardo Oliveira revisitou a intensa rivalidade que caracteriza o Clássico da Saudade, especialmente durante sua passagem pela Vila Belmiro. Em entrevista à ge tv, ele recordou os embates contra o Palmeiras na temporada de 2015 e as polêmicas envolvendo o goleiro Fernando Prass, que na época defendia a equipe alviverde.

Contratado no início de 2015, Ricardo Oliveira se destacou no Santos, que contava com jogadores como Lucas Lima e Gabigol. Naquele ano, ele terminou como artilheiro do Campeonato Brasileiro, anotando 20 gols. As duas equipes se enfrentaram em sete ocasiões, com o Santos saindo vitorioso em quatro delas e o Palmeiras em três. A primeira grande decisão entre os times foi a final do Campeonato Paulista, que terminou com a vitória do Santos nos pênaltis.

O clima de rivalidade se intensificou quando, durante um jogo do Campeonato Brasileiro, Prass e Ricardo Oliveira se desentenderam antes de um escanteio, trocando acusações após o apito final. Ricardo comentou: “O torcedor do Santos gosta de se sentir representado dentro de campo, e eu sinto que consegui transmitir isso. O Prass também teve esse sentimento. É natural que, em um jogo, haja provocações, mas tudo isso ficou restrito ao campo.”

Um mês antes da final da Copa do Brasil, os dois times se enfrentaram novamente pelo Campeonato Brasileiro, e o Santos venceu por 2 a 1. Ricardo Oliveira fez uma comemoração provocativa, que foi interpretada como deboche pelos jogadores do Palmeiras. Na decisão da Copa do Brasil, o Palmeiras venceu nos pênaltis, com Prass convertendo a última cobrança. Em resposta à provocação, os jogadores do Palmeiras celebraram usando máscaras com a careta de Ricardo.

“Como fui eu quem iniciou a provocação, sabia que poderia haver consequências. Mas está tudo bem. Consegui entrar na cabeça deles, e os caras só pensavam em mim. Falei para os meus companheiros que, se ganhássemos a Copa do Brasil, eu faria questão de usar a máscara da careta”, disse Ricardo.

Sobre a partida de ida, que terminou com vitória do Santos por 1 a 0, Ricardo Oliveira observou que a falta de eficiência da equipe deu ânimo ao Palmeiras para o jogo de volta. Ele notou que, apesar da vitória, o clima no vestiário era de preocupação, pois a equipe não havia conseguido uma vantagem maior. Na final, o Palmeiras abriu 2 a 0, mas Ricardo conseguiu descontar, levando a partida para os pênaltis. “Fizemos um jogo muito ruim, mas ainda assim estávamos lutando. Eu consegui fazer o gol e disse a todos que o jogo tinha voltado para nós. Infelizmente, eles foram mais eficientes nos pênaltis”, analisou.

Ricardo também comentou sobre o relacionamento com Prass fora de campo. Embora houvesse rivalidade durante os jogos, a amizade prevalecia fora das quatro linhas. Ele lembrou de um encontro inesperado com o goleiro em uma fila de banco, onde o gerente, palmeirense, ficou surpreso com a interação amigável entre eles. “Dentro de campo, nos transformamos, defendemos nossos lados com muita vontade. Se houve alguma palavra a mais, foi pelo calor do jogo, mas sempre houve respeito e admiração”, afirmou.

Ricardo Oliveira estará presente na Vila Belmiro para o jogo de volta da Copa do Brasil e destacou a importância do apoio da torcida. Apesar da derrota por 3 a 0 na partida de ida, ele acredita que o Santos ainda tem chances de reverter o placar, apostando na dupla Neymar e Gabigol como fundamentais para o sucesso da equipe. “Se o Santos fizer um gol cedo, a Vila vai pegar fogo. O Gabigol é um dos melhores atacantes do país, e o Neymar está jogando muito bem. Ele feliz é um perigo”, concluiu.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original