Gabriel Oliveira traz atualizações sobre a situação de Memphis Depay no Corinthians. A assinatura do novo contrato do atacante holandês, que teria duração de dois anos, está atrasada devido a divergências em uma cláusula contratual e à pressão política em torno do clube.

Após a realização de exames médicos nos últimos dias, havia expectativa de que o vínculo fosse assinado na quarta-feira, mas isso não ocorreu e ainda não há uma nova data definida. A diretoria do Corinthians enfrenta dificuldades em relação à cláusula que determina que, em caso de atraso no pagamento de uma das quatro parcelas da dívida de R$ 42 milhões, o total deve ser quitado de uma só vez, acrescido de juros e multa.

Os representantes de Memphis alegam que o Corinthians não está disposto a oferecer garantias para o pagamento da dívida, nem a aceitar penalidades por atrasos, desejando manter o valor atual mesmo em caso de novas inadimplências. Os assessores do jogador buscam ao menos alguma forma de proteção financeira.

Enquanto as negociações se arrastam, o presidente Osmar Stabile enfrenta pressão de aliados e figuras políticas do clube para não aprovar a renovação. Os críticos do contrato argumentam que Memphis possui histórico de problemas físicos, o que poderia comprometer sua continuidade no time, além de questionarem o custo-benefício do jogador, que ainda é considerado caro para o Corinthians, que atravessa uma crise financeira.

Na manhã desta quinta-feira, houve uma reunião entre os representantes de Memphis e do Corinthians, mas sem uma resolução. A situação se torna ainda mais complicada com o jogo contra o Internacional nas oitavas de final da Copa do Brasil, o que leva os dirigentes a priorizarem a preparação para a partida em vez de negociações.

O departamento de futebol do Corinthians reconhece que seria ideal que Memphis já estivesse treinando, especialmente com compromissos importantes na Conmebol Libertadores se aproximando. Contudo, a equipe técnica encara a demora como parte do processo burocrático do clube, mantendo a esperança de que as divergências contratuais não inviabilizem o acordo.

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original