O Vasco conquistou uma vitória significativa ao derrotar o Paysandu por 2 a 0 no Mangueirão, o que proporciona ao time carioca uma vantagem para o jogo de volta no Rio de Janeiro. Após a partida, o técnico Renato comentou sobre as dificuldades enfrentadas pela sua equipe, mas elogiou o desempenho dos jogadores e criticou a decisão do árbitro Ramon Abatti Abel, que anulou um terceiro gol do Vasco.

“O Paysandu nos deu bastante trabalho, especialmente no primeiro tempo. Sabíamos que seria um jogo desafiador. Hoje em dia, não existem vitórias fáceis. É fundamental a entrega e a dedicação, que meu time demonstrou mais uma vez. Conseguimos um resultado complicado, considerando a longa viagem. Fizemos uma boa exibição, que foi suficiente. Agora temos uma pequena vantagem para o Rio de Janeiro”, afirmou o treinador.

No primeiro tempo, o Vasco enfrentou dificuldades, com o Paysandu exercendo uma forte marcação e explorando os espaços deixados pela defesa vascaína. Na segunda etapa, a equipe se organizou melhor e rapidamente anotou dois gols. Nos acréscimos, o Vasco marcou um terceiro gol em uma boa jogada de Brenner, que deixou Nuno livre na entrada da área. Contudo, o VAR chamou o árbitro para revisar o lance, alegando falta de Brenner sobre Bispo durante a disputa pela bola. Após análise, Abel decidiu anular o gol.

“O gol foi legítimo. O Ramon Abatti teve uma boa atuação, mas o VAR é complicado. Futebol é um esporte de contato. Não houve nada no lance. Nem o zagueiro deles reclamou. Não estou reclamando, apenas alertando. Fizemos dois gols, o Paysandu se desesperou um pouco e não aproveitamos mais. Mas é uma boa vantagem”, disse Renato.

O técnico também enfrentou um momento pessoal difícil, pois recebeu a notícia da morte de sua irmã, Iris Portaluppi, antes de embarcar para Belém. Apesar da dor, ele optou por comandar o time na partida. “É difícil falar em um momento desses, perder um ente querido é complicado, especialmente a minha irmã. Eu tinha um carinho enorme por ela. Quando estava no embarque, recebi a mensagem. Não consegui comer quase nada. É normal sentir isso. Vim aqui, fiz questão de fazer o jogo. O presidente ofereceu para eu voltar, mas quis ficar com o grupo. É difícil, mas acontece com todo mundo. Temos que levantar a cabeça e trabalhar. Que ela possa estar lá em cima, no céu, com meus pais”, afirmou.

Renato também comentou sobre a estratégia do jogo, destacando que no primeiro tempo o time deu muitos espaços ao Paysandu. “Quando recuperávamos a bola, procurávamos o homem do lado ou de trás, não estávamos explorando os espaços. O Paysandu estava marcando quase homem a homem. Falei para quebrarmos a primeira linha deles, e a partir daí encontraríamos os espaços. Aceleramos a bola e o jogo, e em uma jogada inteligente do Rojas, com a cabeçada do Spinelli, pegamos a defesa deles aberta”, explicou.

Sobre as atuações dos atacantes, Renato comentou: “Os camisas 9 são muito cobrados. Os torcedores esperam que eles façam gols. O Spinelli aproveitou a oportunidade. Faço rodízios e digo para estarem preparados. Ele brigou bastante e foi importante. Não dá para colocar sempre a mesma equipe em campo. Estou rodando o grupo, e todos estão respondendo bem. Nosso grupo é reduzido, então todos têm que ter oportunidades.”

O treinador também agradeceu o apoio da torcida: “Obrigado pelo carinho da torcida vascaína comigo e com todo o grupo. Vejo os dérbis aqui e fico feliz em ver o estádio sempre lotado. É importante que o pessoal daqui goste de futebol. Fazia tempo que não vinha antes do jogo contra o Remo, desde quando jogava. Foi muito bom, agradeço muito.”

Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original