Desde o fim de março, uma comissão composta por cinco membros está analisando possíveis alterações no Estatuto Social do São Paulo. Entre as principais propostas estão a flexibilização das regras para a conversão do clube em uma sociedade empresária, conhecida como SAF, e melhorias na governança.
O grupo, liderado por Eduardo Alfano e incluindo Rogério Caboclo, Vinicius Pinotti, Ruy Mauricio Tranquilli Barbosa e Orlando Rossini Junior, tem até 15 de maio para finalizar suas discussões. Alfano destacou que o foco principal é a governança, com a intenção de apresentar ao Conselho Deliberativo um projeto que amplie os poderes do Conselho de Administração e aumente a fiscalização sobre o presidente do clube.
Entre as mudanças sugeridas, está a proposta de que o presidente e o vice não integrem o Conselho de Administração, que seria formado por membros contratados através de empresas especializadas em gestão. Essa nova estrutura teria poderes para destituir figuras importantes dentro do clube.
Outro aspecto discutido é a redução do quórum necessário para a transformação do São Paulo em uma sociedade empresária, que atualmente exige 75% dos votos favoráveis. A meta é facilitar esse processo para que a proposta possa ser levada à Assembleia Geral, onde os sócios poderão votar.
Após a conclusão da proposta, ainda será necessário o aval do Conselho Deliberativo e, se aprovada, a votação pelos sócios. O novo Estatuto, caso aprovado, entraria em vigor em janeiro de 2027, no início do próximo triênio da gestão do clube.
Alfano enfatizou que a comissão não está propondo uma reforma ampla, mas sim focada em pontos específicos que visam melhorar a governança e a eficiência da gestão. A intenção é evitar mudanças que possam impactar o processo eleitoral, especialmente com as eleições presidenciais marcadas para o final de 2026.
Além disso, a proposta inclui a criação de um Conselho de Administração com um número maior de conselheiros independentes, que teriam a responsabilidade de fiscalizar a gestão e o cumprimento do orçamento, além de apresentar relatórios trimestrais sobre as finanças do clube.
Se as sugestões forem aceitas, o São Paulo poderá passar por uma transformação significativa em sua estrutura de governança, com a expectativa de que isso atenda melhor às necessidades do clube e de seus torcedores.
Com base em reportagem de Globo Esporte — ver original